“Grampo” leva menor à prisão

Conversas feitas pelo celular da vítima complicaram a vida do menor
Através de uma interceptação telefônica, mais conhecida como “grampo”, do celular que foi roubado do empresário Mauro Tessaro, sócio da empresa Agrimaq, assassinado no dia 12 de março, a Polícia Civil conseguiu prender mais um dos envolvidos no crime. O menor G.A.D., 16 anos, foi detido por policiais civis na noite de segunda-feira, dia 22, num ponto de ônibus no Jardim Iguatemi.
Segundo a polícia, a interceptação do aparelho, que é a captação das conversas feitas sem o conhecimento dos interlocutores, teve autorização do Poder Judiciário e foi fundamental para que a equipe de investigação desse mais um passo na elucidação deste crime hediondo.
“O menor roubou o celular da vítima, descartou o chip, mas através do número de série do aparelho, solicitamos o grampo junto à operadora, com autorização judicial. Durante um tempo monitoramos suas conversas, e foi através delas que constatamos a participação dele no crime”, explicou o escrivão Mateus.
O menor já prestou depoimento e está no Centro Integrado de Segurança – CIS, em Araucária, aguardando ser encaminhado para internamento no Centro de Socioeducação – CENSE, em Curitiba.
Outros envolvidos
Dos integrantes do bando que praticou o roubo e matou o empresário, está detido Baltazar Junior Bonfim, de 30 anos, que é o proprietário do Celta branco usado no crime. Ele nega a participação. Paulo Henrique Gomes Cenci, de 24 anos, que foi preso logo em seguida, não foi reconhecido pelas vítimas e por isso foi solto.
Ainda estão foragidos Thiago Cândido da Luz, de 24 anos, Anderson dos Santos, vulgo “Mina” e John Lennon Bueno da Luz, cujas investigações o apontam como um dos suspeitos.
