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O assalto seguido de morte, ocorrido no Tayrá, já teve vários desdobramentos
O assalto seguido de morte, ocorrido no Tayrá, já teve vários desdobramentos

O Ministério Público de Araucária denunciou os dois guardas municipais envolvidos na morte do comerciante Roni Fabrício da Silva, 31 anos, ocorrido no dia 15 de abril, na rua Claro Antonio Calado, no conjunto Tayrá, bairro Cachoeira, após um assalto a uma mercearia. A vítima viu os bandidos fugindo da cena do crime e os perseguiu. Um pouco mais adiante, a Guarda Municipal, que vinha atender a ocorrência, teria disparado em direção aos assaltantes e acabou acertando fatalmente Roni.

A denúncia por homicídio foi embasada na conclusão do laudo do confronto balístico feito pelo Instituto de Crimina­lística e do laudo do exame de necropsia emitido pelo Instituto Médico Legal, que confirmaram que os projéteis retirados do corpo da vítima saíram de pistolas 380, que são os calibres das armas utilizadas pela Guarda Municipal durante a ação. O laudo da balística confirmou que a perícia feita na arma, um revólver calibre 32, usada por um dos assaltantes, Fabio Henrique Ribeiro, sequer era capaz de disparar. O revólver apresentava ausência de dois parafusos na tampa da caixa de mecanismos, fato que acarreta instabilidade e eventual desprendimento do tambor. Ainda segundo o laudo, a arma também apresentava defeito na tecla do gatilho, que não retornava à posição de repouso, entre outros problemas.

A reportagem do Jornal O Popular procurou o promotor de justiça Josilmar de Souza Oliveira, que confirmou a denúncia contra os GMs, mas alegou não poder comentar a respeito da decisão do órgão porque o processo está correndo em segredo de Justiça. “Só posso adiantar que o caso está sendo conduzido como deve ser, inclusive os dois envolvidos já apresentaram suas defesas”, disse o promotor.

FOTO: MARCO CHARNESKI

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