Com o retorno das atividades educacionais, é necessário que os profissionais, bebês, crianças e famílias se sintam acolhidos. Para Staccioli, “o acolhimento não diz respeito apenas aos primeiros momentos da manhã ou aos primeiros dias do ano escolar. O acolhimento é um método de trabalho complexo, um modo de ser do adulto, uma ideia chave no processo educativo” (STACCIOLI, 2013, p. 25).
Na Educação Infantil esse movimento de acolhida possui especificidades, pois parte-se do conceito de criança como sujeito histórico e de direitos, que produz cultura (BRASIL, 2010). Esse conceito é indicado em documentos que norteiam essa etapa educacional, assim a infância é fruto de uma evolução teórica e prática que envolve uma visão significativa relacionada à criança.
Diante dessas definições, entende-se que o direito da criança à Educação Infantil, além de ser uma consequência de uma luta de movimentos sociais, parte de uma concepção histórica e social. Contudo, o retorno às aulas é um momento de reinício que foge à rotina dos bebês e crianças. Por vezes, elas manifestam insegurança e desconforto, sendo assim, ao retornarem das férias, é preciso que elas sejam acolhidas tanto por parte da equipe escolar quanto pelo movimento das famílias.
A acolhida na Educação Infantil precisa atender às diferentes necessidades das crianças, as quais são sujeitos que possuem especificidades emocionais e físicas. O contexto de retorno às aulas também consiste em um período de entusiasmo e curiosidade. Nesse sentido, os professores ajudam as crianças com a acolhida proposta em um ambiente planejado, desafiador e seguro, procurando respeitar o ritmo da criança.
Os pais podem ajudar e muito a concretizar este acolhimento, criando boas expectativas para esse retorno. No caminho para a escola, é importante conversar com a criança, indicando o quanto a Unidade Educacional é um ambiente que proporciona experiências diferentes. É essencial que os pais criem uma rotina que respeite horários específicos do sono, de se alimentar e de brincar, pois todo este movimento deixa as crianças mais seguras. No entanto, se, apesar desta rotina as crianças apresentarem choro e insegurança, os pais precisam manter a calma e a ansiedade, conversando e respeitando o tempo da criança.
Considera-se que é por meio do acolhimento que os vínculos se formam e os elos de confiança e respeito se consolidam entre a escola e a família. Assim, as unidades educacionais são entendidas como espaços que concretizam o direito das crianças à Educação Infantil e precisam ser pensados de forma aconchegante e que atendam as especificidades dos bebês e crianças, para que eles se desenvolvam integralmente.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação e da Cultura. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 2010.
STACCIOLI, G. Diário do acolhimento na escola da infância. Campinas: Autores Associados, 2013.

Importância do Acolhimento na Educação Infantil: Volta às aulas, O Popular do Paraná

Publicado na edição 1322 – 28/07

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