Filhas que seguem a mesma profissão da mãe não é incomum, isso porque o exemplo que se faz presente desde a infância, acaba influenciando as escolhas. E mais do que afinidade, exemplo e referência, ao escolher a mesma profissão da mãe, a relação muda e, quando ambas dividem experiências, essa mudança pode aumentar os laços de afeto. A araucariense Rosemery F. Mayer e a filha Eloiza Mayer Zanocini, vivem essa experiência. Elas são soldadoras e estão sempre juntas, na vida e no trabalho.

Rosemery é soldadora desde 2004 e Eloiza está na profissão há quatro anos. Acostumadas a percorrer “trechos” (canteiros de obras) por este Brasil afora, mãe e filha procuram estar sempre perto uma da outra. Recentemente deram um passo grande na carreira, juntas mais uma vez. Elas foram transferidas para trabalhar como soldadoras fora do país.

“Nós chegamos dia15 de outubro do ano passado em Portugal e há dois meses viemos para Frasnoy, no norte da França. A Eloiza está indo para Bruxelas, na Bélgica, foi contratada para trabalhar lá. Fica bem perto daqui, pouco mais de 100km. Nós fomos transferidas para cá pela empresa que trabalhamos no Brasil, a Orbital. Aqui é muito bom, ganhamos em euro, nossa hora custa 20 euros e trabalhamos 9 horas por dia”, conta Rosemery.

A soldadora relatou ainda que, tanto ela quanto a filha, foram muito bem recebidas nos países pelos quais passaram. “Aqui não tem preconceito com mulher soldadora, coisa que no Brasil ainda existe. Fomos bem recebidas em Portugal, na Espanha, por onde também passamos e aqui na França. A Eloiza também não tem queixa da recepção que teve na Bélgica. Não sei por quanto tempo ficaremos aqui, mas o importante é que estamos perto uma da outra, como sempre estivemos”, disse.

Foto- divulgação

texto: Assessoria

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