O Dia Mundial da Síndrome de Down, 21 de março, é a data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a síndrome, mas também é o momento de trazer à tona os debates sobre a importância da inclusão e do fim do preconceito, para garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todas as pessoas. A SD não é uma doença é uma condição genética inerente à pessoa, associada a algumas questões de saúde que devem ser observadas desde o nascimento da criança.

A diretora da Escola Edvair José Leme de Campos/APAE Araucária, Anilcéia Araújo de Sousa, falou sobre a data, destacando a importância de serem disseminadas informações para promover a inclusão de todos na sociedade. “Toda a comunidade deve fazer parte desta luta pela inclusão plena de todas as pessoas com Síndrome de Down. A diferença nos torna singulares, mas a inclusão nos torna pertencentes”, reforçou a diretora.

Barreiras

Apesar dessa conscientização da população sobre a inclusão e a discussão de alternativas para aumentar a visibilidade social das pessoas com Síndrome de Down, o preconceito e as barreiras ainda existem. Um exemplo é vivenciado pela Eliana Aparecida Biondi, mãe da Bruna Caroline Santos, de 26 anos, diagnosticada com SD. Ela conta que a filha não quer mais frequentar a escola, e acredita que essa recusa seja pela falta de acolhimento em algumas instituições pelas quais passou.

“A Bruna sabe ler e escrever, mas eu acho que encontrou muitas barreiras e por isso ficou desmotivada. Eu, como mãe, também me desanimei, tentei colocar ela em uma escola regular, mas era perceptível o sentimento de exclusão, minha filha era discriminada. Eles não escondiam o fato de que se sentiam incapazes de lidar com as diferenças dela. Era visível a falta de preparo. A Bruna também reclamava da professora e dos alunos e eu não me dava conta dessa dificuldade dela. Assim ela foi ficando totalmente desmotivada e não quis mais ir pra escola. Ela criou essa barreira. Hoje ela fica em casa e me ajuda em algumas atividades, mas a falta de convívio com outras pessoas prejudica o seu desenvolvimento”, explicou a mãe. Ela lembra quando a filha foi aprovada para o 6º ano, mas não tinha condições de avançar, porque apesar de saber ler e escrever, não conseguia aprender matemática. “Procurei a Secretaria da Educação pra tentar resolver, porque eu falei que ela não tinha capacidade de estar na 6ª série, mas não me ajudaram, então eu desisti junto com a Bruna”, lamentou.     

Aceitação 

Rodolpho de Siqueira Cruz, 28 anos, estuda na APAE há 11 anos. A mãe Madalena de Siqueira Cruz, tem um único desejo na vida: que o filho viva com aceitação e interaja com a sociedade, sem medo, que tenha liberdade de expressão e autonomia. “Desejo que as pessoas não pensem que meu filho é doente e nem coitado, ele é apenas um ser humano com algumas limitações. Ressalto que os pais não devem aceitar comentários de terceiros, dizendo que seus filhos são coitados”, aconselhou.

Serli Terezinha Bach dos Santos, mãe do aluno Juarez Pereira, 49 anos, que está na APAE a mais de 25 anos, falou que pela idade do filho, deseja apenas que ele tenha muita saúde e alegrias em sua vida. “A sociedade deve receber todas as pessoas com síndrome de down com muita aceitação, sem preconceito”, sugeriu a mãe.

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Saúde promove atividade especial para jovens com Síndrome de Down

Moradores de Araucária com idades entre 12 e 18 anos e com Síndrome de Down estão convidados para participar de um evento especial, promovido pelo Centro de Especialidades Terapêuticas (CET). Na próxima sexta-feira, 25 de março, a partir das 14 horas, será realizada uma tarde de orientações e prática de atividades físicas para este público.

O professor de educação física, Jackson de Oliveira, será o responsável por comandar o evento. Para participar não é necessário realizar inscrição prévia, basta comparecer ao local com uma roupa confortável e tênis, preferencialmente.

O CET fica na Travessa Estanislau Grebos, s/n, no prédio do antigo Hospital São Vicente.

Foto – divulgação

Texto: Maurenn Bernardo

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