Araucária será representada na 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, considerado o maior encontro dos pontos de cultura do país, que ocorrerá de 19 a 24 de maio, no município de Aracruz, estado do Espírito Santo. A coordenadora do Ponto de Cultura Estudos e Memória Ancestral Samba de Biloca, Mestra Fernanda Machado, está entre os delegados(as) eleitos(as) dos Pontos de Cultura do Paraná durante o Fórum Estadual.

O grupo paranaense irá defender no evento as propostas levantadas no Fórum Estadual, visando contribuir para a construção de uma teia nacional que fortaleça a luta por direitos e a promoção da igualdade, buscando não apenas visibilidade, mas também a implementação de políticas que beneficiem suas comunidades.

Segundo a Mestra Fernanda, a Comissão Estadual de Pontos de Cultura do Paraná fundamenta sua atuação no princípio da gestão compartilhada, entendida como um modelo democrático de construção, execução e acompanhamento das políticas culturais. Nesse sentido, a gestão compartilhada ultrapassa a ideia de simples consulta à sociedade civil, consolidando-se como um processo contínuo de corresponsabilidade entre Estado e comunidade.

“Na prática, isso significa que os Pontos de Cultura não são apenas beneficiários de políticas públicas, mas agentes ativos na sua formulação e gestão. A Comissão atua como instância mediadora desse processo, garantindo que as decisões sejam construídas de forma coletiva, transparente e horizontal, respeitando a diversidade de vozes, territórios e expressões culturais presentes no Paraná”, explica a Mestra.

Ela reforça que a gestão compartilhada também se expressa na descentralização das decisões e dos recursos, promovendo maior autonomia para os territórios e fortalecendo as dinâmicas culturais locais.

Ao incentivar a participação direta dos representantes dos Pontos de Cultura em espaços deliberativos, a Comissão contribui para a construção de políticas mais aderentes às realidades concretas das comunidades.

Ela outro aspecto essencial que é o estímulo à co-gestão de projetos e ações, em que diferentes atores — coletivos culturais, instituições públicas, redes e movimentos sociais — atuam de forma colaborativa.

Modelo que, de acordo com a Mestra, favorece a inovação, a circulação de saberes e a construção de soluções mais sustentáveis e inclusivas.

“Além disso, a gestão compartilhada implica compromisso com a transparência, o acesso à informação e o controle social. A Comissão promove práticas que permitem o acompanhamento das políticas e dos investimentos, fortalecendo a confiança entre os diversos atores envolvidos e garantindo maior efetividade às ações culturais. Dessa forma, a Comissão reafirma a gestão compartilhada como eixo estruturante de sua atuação, entendendo-a como um caminho para o fortalecimento da democracia cultural, da participação cidadã e da valorização dos territórios como espaços vivos de produção cultural e transformação social”, conclui.

Edição n.º 1511.