Morre a criança que foi vítima do incêndio

A bebê de apenas dois anos não resistiu aos ferimentos
A pequena Milena Giovana da Silva Ventura, de apenas dois anos, não resistiu aos ferimentos causados por um incêndio ocorrido em uma residência localizada na Rua Ângelo Regolino, nº 57, no Jardim Arvoredo II, na manhã de terça-feira, dia 22. A criança morreu na tarde de quarta-feira, dia 23, após ter 70% do seu corpo queimado. Além dela, que precisou ser transferida para o Hospital Angelina Caron, em Curitiba, outras pessoas que estavam na casa também ficaram levemente feridas e foram atendidas no Hospital Municipal de Araucária.
Segundo informações, a mãe da criança, que a conduziu primeiramente ao NIS, teria apresentado várias versões para o acidente. Uma delas de que o fogo teria sido iniciado pelo primo da menina, de apenas quatro anos, que brincava com um isqueiro no quarto das crianças, na companhia de outras pessoas. Outra versão seria de que a mãe estava no tanque, não teria visto o menino pegar seu isqueiro e quando se deu conta, o fogo já havia se alastrado. Uma terceira versão seria de que a mãe e sua irmã dormiam em um quarto, as crianças passaram a noite em outro cômodo e pela manhã, o garoto teria colocado fogo na coberta da prima enquanto brincava com o isqueiro.
Após a morte de Milena, o hospital entrou em contato com o Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso. “A mãe estava morando na casa da irmã e do sobrinho juntamente com a filha de apenas dois anos e se contradiz muito quando relata o acidente. No entanto, estamos monitorando o caso e vamos aguardar o laudo da perícia para tomar as providências cabíveis, inclusive com relação ao garoto de quatro anos, que está traumatizado e certamente precisará de acompanhamento”, explicou a conselheira Margareth de Fátima Carlos.
O caso também está sendo acompanhado pela Polícia Civil de Araucária que solicitou, a pedido da Secretaria Municipal de Planejamento, a interdição da residência para uma perícia, que será feita pela Polícia Técnica.
Casas estão em ordem
Após o incêndio na casa do Jardim Arvoredo II, o Jornal O Popular recebeu várias ligações de moradores do loteamento, que informaram que o incêndio teria ocorrido devido a um curto circuito, provocado por um problema na rede elétrica das casas.
Porém, a informação não se confirmou, pois a Prefeitura de Araucária, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento (SMPL), esclareceu que as casas foram entregues no final de 2012 em plenas condições de uso. A SMPOL destacou ainda que, na época, alguns moradores chegaram a entrar na residência ainda em fase de conclusão, preocupados que o imóvel fosse alvo de vandalismo ou de invasão por parte de outras pessoas.
“Mesmo nessa situação, os serviços foram concluídos pela empresa responsável pela construção das casas. Na entrega dos imóveis, foi feito um check list de todos os itens da casa e o proprietário relatava se havia algo pendente para a empresa regularizar. Por fim, o proprietário assinou o documento alegando estar ciente da entrega da casa em perfeitas condições”, justificou o secretário de Planejamento, Fábio Alceu Fernandes.
O secretário explicou ainda que, até hoje, os moradores são acompanhados por técnicos da Prefeitura e eles devem formalizar suas reivindicações na SMPL para a Prefeitura notificar a empresa responsável pela construção. “Há serviços que podem ser que, após um ano e meio da entrega, já não estejam mais na garantia prevista em documento. Todas as famílias cadastradas para receber as casas mudaram para o loteamento no final de 2012 ou começo de 2013. De todo modo, a Prefeitura está disponível para atender aos moradores da região como sempre fez”, reiterou Fábio Alceu.
Quanto à morte da criança, a Prefeitura lamentou a fatalidade e disse estar disponível para dar apoio à família. Ressaltou que a causa ainda está sob investigação e que a possibilidade da tragédia não ter qualquer relação com a estrutura da casa, mas ter sido um acidente. “Solicitamos uma perícia na casa e somente depois da sua conclusão é que poderemos tomar providências mais contundentes”, finalizou o secretário.
