Obra de gasoduto tem gerado transtornos e reclamações de moradores
As obras de construção de um novo gasoduto que interligará os municípios de Araucária e Lapa, que estão sendo executadas pela Companhia Paranaense de Gás – Compagas, com o traçado passando por ruas do bairro Porto das Laranjeiras, estão deixando os moradores insatisfeitos. De acordo com eles, ruas como a Rosália Kaminski, Valentin Volski e Professor Kazimiera Szymanski, ficaram em péssimas condições, visto que a limpeza e a conservação após a realização dos serviços deixaram a desejar, com acúmulo de sujeira e a presença de buracos e reparos mal feitos.
“Só pedimos que as ruas sejam devidamente limpas e os reparos realizados de forma adequada. Não estamos reclamando só porque em dias de chuva as ruas viram um banhado, mas também porque deixaram um monte de buracos, que acumulam água e tornam as vias perigosas. Cadê a fiscalização dessa obra? Não adianta fazer uma obra desse porte, mina as ruas e depois fazer um recape mal feito”, reclamou um morador do bairro.
A obra do gasoduto compreende a instalação de 50 quilômetros de rede. O projeto é uma iniciativa estratégica para ampliar a infraestrutura de distribuição de gás natural e impulsionar o desenvolvimento econômico local. Serão investidos R$ 77 milhões na obra, cujo objetivo é abastecer a fábrica do Grupo Potencial, importante player do setor de biodiesel.
Procurada pela reportagem do Jornal O Popular, a Compagas esclareceu que todas as obras realizadas pela Companhia seguem rigorosos padrões técnicos e de segurança, incluindo a recomposição do pavimento, sempre com o compromisso de devolver as vias nas mesmas condições em que foram encontradas ou em condições ainda melhores.
“As situações relatadas em Araucária referem-se a trechos onde a rede de gás natural foi implantada recentemente e as obras ainda não estão concluídas. Nesses casos, a recomposição executada inicialmente é provisória, uma vez que existe um período técnico necessário para a compactação e acomodação do solo antes da realização do reparo definitivo do pavimento. Nas próximas semanas, as empresas que prestam serviço à Compagas retornarão aos locais para executar a recomposição final de forma adequada e duradoura”, explica a Companhia.
A Compagas destaca ainda que a segurança, o cuidado com a população e o compromisso com a qualidade das vias públicas são prioridades permanentes da Companhia. “Vale ainda reforçar que para atendimento à comunidade, a Compagas mantém disponível o telefone 0800 643 8383, canal gratuito com funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirma.
Também entramos em contato com a assessoria da Potencial, que optou em não se manifestar, já que as obras de construção do gasoduto são, na verdade, de responsabilidade da Compagas.
Também procuramos a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMUR) para verificar se o Município tem fiscalizado as obras do gasoduto, e esta informou ter enviado uma equipe até o local para verificar a situação. Disse ainda que já ocorreu uma advertência verbal quanto à questão da sujeira, podendo ser emitida notificação caso não seja regularizada a situação.
A Secretaria de Obras (SMOP) disse que tem acompanhado o andamento dessa obra e esclarece que ela prevê a abertura de asfalto em alguns trechos. Nos casos em que a recomposição do asfalto não foi adequada, a secretaria esclarece que já houve notificação para que o serviço seja regularizado.
A equipe da SMOP verificou um dos trechos citados, mas não encontrou buracos na via. Porém, destaca que está aberta a receber as reivindicações de moradores sobre esta questão. Um dos meios é o telefone (41) 3614-7580. Há também o atendimento presencial na sede da secretaria: Rodovia do Xisto, Km 156, nº 8620, Porto das Laranjeiras.
Edição n.º 1518.
