Paciente reclama de serviços do HMA | O Popular do Paraná
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As pessoas que estão buscando atendimento no Hospital Municipal de Araucária nos últimos meses estão tendo que ter uma boa dose de paciência. Isso porque a crise financeira que se abateu sobre a instituição acabou surtindo efeitos diretos no atendimento dos pacientes. Muitos pacientes reclamaram que, por conta do atraso dos salários, os profissionais estão tratando mal quem busca os serviços da instituição.

É o caso de Jeane Muchal, 21 anos, que na manhã de quinta-feira passada, 27 de novembro, deu entrada no hospital com dores de parto e ficou o dia todo em jejum aguardando para ser atendida. O problema é que quando eles iam começar a prepará-la para uma cesárea, veio a notícia de que os anestesistas tinham entrado em greve porque não haviam recebido os salários. “O anestesista entrou em greve e só tinha uma médica no local e ela estava extremamente mal humorada, parecia que não queria atender minha esposa porque estava há dois meses sem salário. Ficamos apavorados, pois o bebê precisava nascer e ninguém fazia nada, nem nos transferiam para outro hospital. Minha esposa ficou mais de 24 horas em jejum aguardando o parto, isso é um absurdo”, disse o marido Leandro Rodrigues dos Santos, indignado.

Outro paciente que não quis se identificar disse que a esposa passou por situação semelhante e ele teve que implorar para o anestesista atendê-los. “Isso aqui está lotado de pessoas procurando atendimento e ninguém faz nada. Os médicos não fazem nada, simplesmente entram em greve por causa de salário, e pouco se importam com as pessoas que precisam de ajuda”, denunciou.

Providências

Sobre o problema, a Prefeitura informou que desde o dia 11 de novembro o HMA está sob gestão do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), que já contratou praticamente toda a equipe médica e de enfermagem para trabalhar no local. Algumas especialidades previstas deverão ser operacionalizadas nos próximos 15 dias.

Quanto ao fato do não pagamento de plantonistas, a responsabilidade é da antiga equipe gestora, a Bio Saúde, pois a Secretaria Municipal de Saúde já fez todos os repasses previstos em contrato para a empresa. A SMSA já notificou a Bio Saúde, que deverá cumprir o pagamento devido, caso contrário, será responsabilizada legalmente. A SMSA está orientando os profissionais sobre seus direitos e os que se sentirem prejudicados estão obtendo total assistência.

Texto: Maurenn Bernardo

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