O laudo da Polícia Científica do Paraná -PCIPR (antigo IML), fundamental para elucidar as circunstâncias da morte de João Gabriel Ferreira dos Santos, de cinco anos, ainda não foi concluído. O corpo da criança foi localizado na tarde de 28 de julho, no interior de um biodigestor situado nas proximidades da residência da família, na localidade de Campo Redondo. Passados 24 dias, o prazo inicial de 10 dias previsto para a finalização do documento foi excedido.

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A população tem cobrado respostas sobre o caso, inicialmente tratado pelas autoridades como um afogamento acidental. No entanto, é preciso aguardar, porque a perícia médico-legal compreende uma série de procedimentos e trâmites técnicos que são realizados após o término do exame de necrópsia, não se restringindo apenas à liberação do corpo aos familiares.

A Polícia Científica do Paraná -PCIPR (antigo IML) explica que os prazos para a elaboração dos laudos periciais variam de acordo com o tipo de exame realizado e com a complexidade de cada caso. Para o laudo de necropsia, além do exame necroscópico, o perito criminal pode solicitar exames complementares, realizados pelos laboratórios da Polícia Científica, como toxicologia, patologia, genética (DNA), entre outros.

Segundo a PCIPR, esses exames são importantes para complementar as informações obtidas durante a necropsia e subsidiar a conclusão do laudo. “Cada procedimento possui um tempo de processamento próprio, que varia conforme sua complexidade, e todos os resultados são considerados pelo perito na elaboração da conclusão pericial”.

Dessa forma, a Polícia Científica afirma que os corpos encaminhados ao seu necrotério e os respectivos exames e laudos periciais demandam o devido cuidado, rigor técnico e responsabilidade, uma vez que essas informações podem ser fundamentais para o esclarecimento de uma infração penal. A emissão de laudos nem sempre obedece à ordem cronológica de recebimento, pois muitos seguem critérios de prioridade estabelecidos em lei.

“Embora o Código de Processo Penal estabeleça prazo de 10 dias para a elaboração do laudo, prorrogável conforme a necessidade, a Polícia Científica trabalha para que os procedimentos sejam realizados com a maior celeridade possível, sempre conciliando agilidade com o rigor e a excelência técnica necessários à atividade pericial”, declara a PCIPR.

RELEMBRE O CASO

João Gabriel, um menino autista não verbal, estava desaparecido desde a manhã de domingo, 26 de julho, quando foi visto pela última vez, por volta das 9 horas, dirigindo-se ao banheiro situado na varanda de sua residência. Após notar sua ausência às 10h30, a família iniciou buscas imediatas pela propriedade e, diante da falta de informações, acionou o Corpo de Bombeiros.

Uma força-tarefa composta por órgãos oficiais e voluntários foi mobilizada e durante três dias, equipes realizaram buscas ininterruptas por terra e ar, utilizando helicópteros para o patrulhamento da área e drones equipados com câmeras térmicas durante o período noturno, até que o caso culminasse em um desfecho trágico.

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