Com as mãos e uma pequena broca os detentos fizeram todo o estrago
Com as mãos e uma pequena broca os detentos fizeram todo o estrago

Na quarta-feira da semana passada, data em que o delegado Messias Antonio da Rosa assumiu a Delegacia de Araucária, foi constatado que 17 presos estavam cavando um buraco dentro da cela para tentar fugir.

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Os presos estariam cavando há cerca de 15 dias através da tubulação do vaso sanitário. De acordo com o delegado, as escavações já tinham aproximadamente três me­tros cúbicos e se a nova equipe de policiais não tivesse agido rapidamente, certamente no dia seguinte os presos conseguiriam fugir.

Na data em que o buraco foi descoberto, o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) foi chamado e foram transferidos oito presos para penitenciárias. Os demais foram retirados da cela para que o buraco fosse concretado.

Um dos objetivos prioritários do delegado Messias é diminuir o número de presos na Delegacia de Araucária. “Temos aqui quatro celas e uma capacidade de no máximo, 20 presos. No entanto, atualmente temos 72 nesta delegacia”, afirmou.

SUPERLOTAÇÃO NAS DELEGACIAS

Sobre a superlotação nas carceragens das delegacias do Estado, a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP) afirma estar ciente do problema. “A cúpula da segurança pública tem trabalhado para zerar o número de presos em delegacias semanalmente. O Comitê de Transferência de Presos (Cotransp), que conta com re­presentantes do Poder Judiciário e do Ministério Público, autoriza a transferência de presos de de­legacias para o sistema prisional. Porém, as vagas só são abertas com a saída de presos e, para isso, é preciso autorização do Poder Judiciário que também é responsável pela realização de mutirões carcerários para rever as formas de cumprimento de penas pelos detentos”, explicou a SESP.

Além disso, a SESP acredita que a solução para o caso de superlotação são as 14 obras de cons­trução e ampliação já iniciadas. Tais obras serão responsáveis pela abertura de aproximadamente sete mil novas vagas nas novas unidades prisionais. “Ressaltamos também a adoção das tornozeleiras eletrônicas para aqueles presos que cometeram crimes de menor potencial ofensivo. Eles são monitorados a partir do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária. A partir desta alternativa, que foi uma eficiente política de desencarceramento, o número de presos monitorados subiu de 500 no início de 2015 para mais de 3 mil este ano”, finalizou.

Texto: Rafaela Carvalho / Foto: divulgação

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