Em meio à pandemia de Covid-19, o número de pessoas com alguma crise relacionada à saúde mental teve um aumento expressivo. Com isso, a procura por especialistas, em especial psiquiatras e neurologistas, teve um crescimento considerável. Em Araucária, a falta destes profissionais nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) tem afetado os pacientes que procuram por atendimento neurológico ou psiquiátrico.

Uma das causas que pode justificar a carência desses especialistas na rede, é a baixa procura quando são abertos concursos e outros processos para a contratação. Em linhas gerais, não é vantajoso para um psiquiatra ou neurologista, atuar no SUS e ter que cumprir uma carga horária, sendo que na rede privada, a remuneração é muito maior, com uma carga horária muitas vezes menor.

A diretora técnica da Secretaria Municipal de Saúde, Patrícia Beleski Carvalho de Oliveira, explica que o Município, em 2019 abriu um Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de médico neurologista, porém nenhum profissional conseguiu assumir o concurso devido a exigência de 20 horas semanais, que é a carga horária mínima para qualquer cargo de médico, que o impossibilitava de assumir outras atividades.

A médica disse ainda que existem dois neurologistas aprovados no concurso realizado em 2021. “Na verdade, o concurso é referente ao edital nº 45 de 2020, que não pôde ser realizado anteriormente devido à Covid. Por isso, aconteceu no ano passado e agora estão sendo convocados os médicos especialistas. Nossa expectativa é que eles assumam no dia 4 de abril, que é o dia marcado para posse de médicos generalistas e especialistas”., explicou a médica. Quanto aos psiquiatras, em 2017 a Prefeitura abriu concurso público e chamou toda a fila dos médicos aprovados, somente dois entraram pelo concurso. Em 2019 foi realizado outro concurso e sete médicos foram aprovados. Porém apenas dois médicos efetivamente assumiram e continuam atendendo na rede de atenção à saúde de Araucária”, disse a diretora.

Por conta disso, ela explicou que o Município autorizou a realização do credenciamento, já que no concurso público foram chamados todos os médicos psiquiatras aprovados e não foi possível a contratação. “Só conseguimos preencher duas vagas e nesse processo ainda tivemos a exoneração de médicos que já estavam na rede. No momento temos três empresas de psiquiatria credenciadas, por isso que ainda temos um número razoável de médicos psiquiatras atuando no Município”, esclareceu Dr. Patrícia.

Novo concurso

A coordenadora complementou que a SMSA já solicitou a abertura de um novo concurso público para médico psiquiatra, para cinco vagas, inclusive o processo deverá ocorrer agora em abril. “Nesse concurso, além de vagas ofertadas para médicos psiquiatras, também haverá vagas para médico endócrino pediatra e clínico geral”, frisou.

Texto: Maurenn Bernardo

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