Profissionais da Educação debatem sobre os desafios da inclusão nas escolas e na sociedade
Evento abordou o aumento nos diagnósticos e a necessidade urgente de se consolidar uma cultura inclusiva no cotidiano escolar e social.
Na segunda-feira, 27 de julho, mais de 300 profissionais da educação — entre professores, pedagogos, educadores e cuidadores — reuniram-se para um momento de troca de conhecimentos e reflexão pedagógica. O encontro, integrado ao calendário escolar, foi resultado de uma iniciativa conjunta das equipes da Escola Municipal Archelau de Almeida Torres, do CMAEE TEA e do CMAEE-AI Joelma, que uniram esforços e recursos próprios para viabilizar o evento.
A formação continuada é um pilar indispensável para a prática educativa e ganha ainda mais urgência quando o tema é a educação inclusiva. Cientes dessa responsabilidade, as instituições proporcionaram um espaço dedicado a repensar práticas, acolher desafios e planejar caminhos para uma escola verdadeiramente aberta a todos.
A programação teve início com uma apresentação cultural emocionante conduzida pelo cantor Marllon Maia, cuja sensibilidade artística preparou o ambiente para as discussões que se seguiriam.
O ponto alto das reflexões foi conduzido pela professora e doutoranda Ester Moraes, que ministrou a palestra ‘Orientações e apoio para a prática docente’. Em sua fala, a especialista destacou o aumento expressivo nos diagnósticos e a capacidade de olhar para o estudante além do seu laudo.
Ester Moraes lembrou ainda que a inclusão não se limita ao ambiente escolar. Trata-se de um compromisso coletivo que atravessa todos os setores da sociedade, desde os espaços de lazer até as comunidades religiosas. Para que o estudante avance, é fundamental que ele se sinta pertencente a todos os espaços que ocupa.
O evento reforçou o compromisso dos educadores municipais com uma prática docente transformadora, investigativa, e, acima de tudo, humana. ‘A união entre instituições de ensino vai muito além da simples divisão de espaços, pois visa construir uma rede sólida de apoio ao estudante. Para nós diretores, momentos de integração entre turmas e escolas vizinhas são pilares fundamentais para consolidar um trabalho verdadeiramente coletivo e transformador’, afirma Emiliane Woijcik Selenko, diretora do CMAEE-AI Joelma.
Como também destaca o diretor da Escola Archelau, Valdecir Bonini, o conceito ganha força em uma frase simples, mas profunda: ‘É preciso existir unidade entre as unidades!’.
Para a diretora do CMAEE TEA, Mariana Marcia Lagner, essa sinergia se justifica na prática do dia a dia. Muitos dos estudantes atendidos na rotina escolar também frequentam os Centros de Atendimento Educacional Especializado (CMAEEs). Por isso, um alinhamento contínuo e integrado entre os profissionais das duas pontas garante que a trajetória educacional, o desenvolvimento e o acolhimento desses alunos sejam contínuos e eficientes.
‘Trabalhar de forma isolada já não reflete as necessidades da comunidade escolar. Quando diretores, professores e especialistas somam forças, quem ganha é o estudante, beneficiado por um olhar atento, dinâmico e verdadeiramente inclusivo’, declara.
Edição n.º 1943
