Reprodução simulada foi importante para determinar a mecânica e o modus operandi dos envolvidos, esclarecer aspectos do evento

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A reconstituição do confronto que resultou na morte de Rayssa Paes Silva Lopes, ocorrido em 18 de junho durante uma abordagem da Guarda Municipal, ocasionou um intenso deslocamento de equipes policiais à PR-423, nas proximidades da Avenida Independência, na manhã desta terça-feira, 18 de agosto. A vítima encontrava-se no veículo Fiat Fiorino interceptado pela GMA durante a referida ação. O motorista e namorado da vítima, Thiago Martins Francisco, ficou gravemente ferido, mas sobreviveu. Duas menores que também estavam no veículo não se feriram.

A simulação reproduziu minuciosamente a dinâmica da ocorrência ao longo de toda a manhã, impactando o fluxo do trânsito no local. Estiveram presentes os guardas municipais envolvidos, o condutor Thiago Martins, equipes da GMA, representantes da Polícia Civil e da concessionária Via Araucária.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Eron Gipp, responsável pelo acompanhamento da reconstituição, as partes envolvidas possuem agora um prazo para apresentar os quesitos que julgarem pertinentes, os quais serão analisados pela Polícia Científica na elaboração do laudo pericial. “Com base nos resultados, a polícia avaliará a necessidade de novas diligências ou se o conjunto de provas é suficiente para a conclusão do inquérito”, explica.

O delegado ressaltou que a reconstituição de fatos está em conformidade com o Código de Processo Penal, sendo utilizada para determinar a mecânica e o modus operandi dos envolvidos, esclarecer aspectos do evento e identificar possíveis agravantes ou indícios de premeditação. “O procedimento é fundamental para confrontar as declarações prestadas com as evidências técnicas e os laudos periciais”, pontua.

Edição n.º 1946

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