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A fiscalização esteve na área e multou o dono do terreno
A fiscalização esteve na área e multou o dono do terreno

Apesar de terem sido embargadas pela Prefeitura em junho do ano passado, as obras de terraplenagem que vinham sendo realizadas por uma empresa em um terreno localizado no final da rua Francisco Orlikowski, ao lado da antiga estrada de ferro, no bairro Thomaz Coelho, foram retomadas. Na segunda-feira, 27 de abril, a empresa responsável pelas obras foi multada em R$ 30 mil por estar descarregando na área, entulhos e restos de materiais de cons­trução.

Fiscais de Secretaria do Meio Ambiente, acompanhados pela Guarda Municipal, estiveram no local e flagraram um trator esteira movimentando o solo sem autorização prévia e outros caminhões carregados de entulhos aguardavam para descarregar. O proprietário da empresa, Fernando Luiz Cardoso, alegou que adquiriu a área e estava compactando o solo para fazer um aterro e futuras instalações. Segundo a GM, ele também teria dito que descarregou 20 caçambas no terreno e muitas outras cargas ainda estavam para ser descarregadas. A Guarda informou ainda que a fiscalização foi feita mediante denúncias, no entanto, a região costuma ser frequentemente monitorada pela Patrulha Ambiental, isso porque são muitos os cami­nhões que despejam entulhos e outros materiais por aquelas bandas.

O Popular denunciou

O aterro irregular já foi denunciado pelo Jornal O Popular por duas vezes. A primeira reportagem foi publicada em 27 de junho de 2014 e a segunda em 25 de julho. Na ocasião foi mostrado que o proprietário da área teria autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para realizar somente atividade de terraplenagem, mas estaria depositando resíduos de construção civil. Diante das denúncias, a obra foi embargada pela Secretaria do Meio Ambiente (SMMA).

O terreno, que fica praticamente na divisa com Curitiba, possui uma área total de mais de 125 mil metros quadrados, coberta com vegetação nativa nos estágios inicial, estágio médio e estágio avançado de regeneração do bioma Mata Atlântica e também áreas que estavam sendo cultivadas com lavoura. Naquela ocasião, a pessoa que representava o proprietário do imóvel, confirmou que o aterro estaria recebendo caliças, material que ele considerava necessário para o serviço de terraplenagem.

FOTO: COLABORAÇÃO: GUARDA MUNICIPAL

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