Toda a Estrada do Tietê deve ganhar asfalto até o final de 2021 | Araucária
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Ao longo de 27km, Estrada Do Tietê corta várias comunidades rurais, ligando Araucária a Fazenda e Mandirituba. Foto: divulgação

No próximo dia 11 de março a Prefeitura de Araucária abrirá a licitação para definição da empreiteira que executará a pavimentação de mais um trecho da avenida rural Pedro Euzébio Lemos, popularmente conhecida como Estrada do Tietê.

Este será o sétimo trecho da via a ser asfaltado ao longo dos últimos anos. Será também um dos últimos certames a contemplar a pavimentação da estrada e isto acontecerá porque, de acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP), até o final deste ano toda a extensão da Estrada do Tietê em território araucariense deixará de ser terra.

Quando a obra estiver concluída, será possível percorrer os quase 28 quilômetros de via, desde seu nascimento, na Rodovia do Xisto, até a divisa com Mandirituba (indo por Onças) ou Fazenda Rio Grande (indo pela Estrada da Lavrinha), em asfalto do tipo CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado à Quente), aquele lisinho, conhecido também como asfalto definitivo.

Essa licitação com data marcada para 11 de março contemplará um trecho de praticamente três quilômetros de extensão. Os recursos previstos só para essa obra estão orçados em R$ 6,5 milhões. Se tudo ocorrer conforme o planejado, a empresa que vencer o certame começará a obra até junho.

E quando a empreiteira estiver iniciando essa obra, a Secretaria de Obras deve iniciar a licitação dos últimos dois trechos para finalizar a pavimentação daquela que se tornará a maior avenida asfaltada de Araucária. “Estamos finalizando os projetos de engenharia desses dois últimos trechos e meu objetivo é encerrar 2021 com toda a pavimentação da Estrada do Tietê concluída, em execução ou licitada”, pontua o prefeito Hissam Hussein Dehaini (Cidadania), que já no início de seu primeiro mandato, em 2017, adotou a infraestrutura da área rural como uma das prioridades de seu governo.

As obras na Estrada do Tietê tiveram início ainda em 2017. Hissam optou por dividir a pavimentação em trechos por uma questão de desembolso financeiro e para que a Prefeitura não ficasse na mão dessa ou daquela empreiteira. “Infelizmente, temos empreiteiras boas e empreiteiras ruins. Então, se eu fizesse a licitação de toda a extensão de uma vez só poderia correr o risco de a vencedora ser uma dessas empreiteiras ruins, que atrasam obra, não tem capacidade de tocar os trabalhos no ritmo do contrato e assim por diante. Dividindo por trechos, também podemos cuidar melhor dos projetos e vamos fazendo conforme a capacidade de pagamento da Prefeitura”, ensina.

A decisão de dividir a pavimentação em trechos, aliás, é fruto de uma experiência ruim com uma empreiteira. “Fizemos uma licitação para pavimentar 11 quilômetros de uma vez só. A empresa que ganhou não conseguiu tocar a obra. Tive que romper o contrato, punir a empreiteira e relicitar. Só aí perdi uns seis meses. Quer dizer, eu e a comunidade do Tietê”, pontuou. Ele acrescenta que depois desse problema, segmentou esse trecho em três licitações. “Assim, se a empresa que vencer nos deixar na mão, o prejuízo para a cidade é menor”, acrescenta.

Concluídos

Dos vários trechos em que a obra de pavimentação da Avenida Pedro Euzébio Lemos foi dividida três já estão concluídos. O primeiro tinha uma extensão de 2,3 quilômetros e custou R$ 2,2 milhões. O segundo asfaltou quase 2,2 quilômetros e recebeu investimento de R$ 2,4 milhões. O terceiro já concluído levou CBUQ para 4,3 quilômetros e custou R$ 4,2 milhões.

Em andamento

Atualmente, há obras em outros três trechos da Estrada do Tietê. Um deles está pavimentando 1,8 quilômetro ao custo de R$ 2 milhões. Outro compreende uma extensão de 2,7 quilômetros e está recebendo aportes de R$ 4,6 milhões. Há ainda uma terceira obra na pista, que asfaltará quase 2,4 quilômetros por R$ 3,3 milhões. A licitação mencionada no início desta matéria prevê a pavimentação de mais 3 quilômetros e está orçada em R$ 6,6 milhões. Este valor, no entanto, deve baixar um pouco em virtude da concorrência entre as empresas interessadas na empreitada.

Obras definitivas

Hissam faz questão de pontuar ainda que, embora a capa de asfalto seja a parte visível e mais bonita de uma pavimentação, sua preocupação maior é com a base dessas obras. “Estamos fazendo obras definitivas. Para durar, dez, quinze, vinte anos. Então nossa equipe de projetos tem especial cuidado na base, no reforço do solo, nas galerias de águas pluviais, essas coisas que a gente não vê, mas que garante a qualidade da obra”, explica.

Outro ponto destacado por ele é o casamento dessas obras de pavimentação com os serviços de iluminação pública sobre essas vias. “Paralelamente à pavimentação, o Urbanismo (Secretaria Municipal de Urbanismo) está entrando com a melhoria da iluminação pública ao longo das vias. Todas em led. E onde não há rede de iluminação, estamos colocando. Acontecia muito aqui em Araucária, várias regiões simplesmente não tinham rede. Agora concluímos a licitação para extensão da rede de iluminação pública. São 40 quilômetros, que vai beneficiar principalmente a área rural”, finaliza.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1249 – 18/02/2021

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