Na sessão da Câmara desta terça-feira, 3 de março, em que o vereador Ben Hur Custódio de Oliveira (União) se manifestou como líder e porta voz de um consórcio de vereadores, o único que bateu na mesa e afirmou que não terceirizou seu mandato foi o emedebista Olizandro Junior.

Enquanto outros sete vereadores se calaram à autoproclamação de “líder da semana” feita por Ben Hur no BBB da Câmara, Olizandro Junior ergueu o tom de voz e deixou claro: “ninguém fala por mim na Câmara”.

A manifestação foi feita em meio a uma sessão tumultuada em que se discutiu a decisão já pacificada administrativamente pela Presidência da Câmara de que a instauração da comissão processante contra o prefeito Gustavo Botogoski (PL) não tem validade em razão de um vício de origem, já que não houve a leitura integral da denúncia.

Ao longo de toda a sessão o jovem vereador Olizandro Junior tentou alertar os vereadores para o óbvio: a discussão sobre a validade ou não da votação já não está mais nas mãos dos vereadores e sim do Poder Judiciário. E, como ele didaticamente tentou explicar, se a Justiça não anulou a decisão da Presidência, é esta que vale, pelo menos por enquanto.

Olizandro Junior deixou claro que não concordou com o posicionamento da Presidência em anular a votação. Mas pontuou que, com a judicialização da demanda, não cabe mais aos vereadores ficar criando confusão, obstruindo a pauta e prejudicando a população, já que projetos de interesse da coletividade araucariense deixam de ser analisados, votados e aprovados.

Mas do que discurso, Olizandro Junior mostrou seu posicionamento ao não deixar o plenário da Câmara quando o autoproclamado líder da semana leu uma declaração que – teoricamente – teria sido vaticinada por outros oito vereadores. Foi neste momento que o emedebista não se comportou como uma vaquinha de presépio, abandonando a sessão sem verbalizar os motivos para tal.