Existem algumas pautas no jornalismo capazes de unir a todos. Capazes de fazer com que a coletividade deseje que o acompanhamento daquele caso tenha um único desfecho e quando ele não vem a sensação de que todos perdemos algo é imediata.

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Araucária viveu isso ao longo dos últimos dias. Durante longas 72 horas vimos a cidade inteira se perguntar onde estava o pequeno João Gabriel Ferreira dos Santos. Com apenas 5 anos ele desapareceu na manhã de domingo, 26 de julho, da casa dos pais, localizada numa chácara na localidade rural de Campo Redondo.

Rapidamente uma imensa corrente do bem se formou e dezenas de pessoas se mobilizaram para tentar encontrá-lo. Eram bombeiros, policiais, guardas municipais e muitos voluntários. Ninguém poupou esforços nessa empreitada.

Numa operação sem precedentes na história recente de nossa cidade, o Governo do Estado e a Prefeitura de Araucária utilizaram helicópteros, drones, cães farejadores, mergulhadores e várias outras ferramentas de inteligência numa busca incessante pelo pequeno.

Da mesma forma, a imprensa araucariense, paranaense e brasileira passou a acompanhar o caso, informando passo a passo o trabalho das equipes de busca e foi também esse trabalho que uniu nossa comunidade em boas vibrações e orações para que o desaparecimento tivesse um desfecho feliz.

Mas, infelizmente, a notícia que a imprensa não queria dar e nem a comunidade receber chegou na tarde de terça-feira, 28 de julho: João Gabriel foi encontrado, mas sem vida! A expectativa agora é pela finalização dos procedimentos investigatórios para entender as circunstâncias da morte da criança, de modo a garantir que estejamos diante de uma fatalidade e não de uma ação dolosa.

O Popular seguirá acompanhando o caso, pois só quando os laudos periciais indicarem a causa da morte e isso for publicizado é que a imprensa terá finalmente concluído o seu papel e todos aqueles que torceram e atuaram pelo final feliz da ocorrência poderão sossegar seus corações com a sensação de que fizeram o que foi possível.

Pensemos todos nisso e boa leitura.

Edição n.º 1943

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