Há meio século, amigos se reúnem todas as terças para bater uma bolinha e depois participam de um jantar de confraternização

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“Clube dos Amigos Sílvio Roberto Skraba” celebrou seus 50 anos no dia 2 de setembro, tendo como pilares fundamentais a amizade e a paixão pelo futebol. Fundado em 1976, o clube atravessa gerações e alcança meio século de história, preservando uma tradição que transcende as quatro linhas.

Ao longo dessas cinco décadas, o grupo testemunhou diversas transformações: os campos mudaram, novos jogadores chegaram e outros encerraram sua trajetória esportiva. No entanto, o essencial permaneceu intacto: a amizade e o prazer de se encontrar para jogar futebol. “Chegar aos 50 anos é um feito notável, reforçado pelo orgulho dos membros em manter, durante tanto tempo, a disposição e o compromisso inabaláveis com nossos encontros semanais”, afirmam os amigos.

A história do Clube dos Amigos Sílvio Roberto Skraba não pode ser contada apenas pelo número de partidas disputadas ou pelos gols marcados. Ao longo de sua trajetória, o grupo percorreu diferentes espaços tradicionais de Araucária, incluindo a Sociedade Operária e o Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), entre outros locais que marcaram esta longa caminhada.

Atualmente, a tradição mantém-se viva todas as terças-feiras no Campo do Mó, situado na propriedade de Neto Gayer, que gentilmente cede o espaço para a continuidade das atividades esportivas e confraternizações do grupo. “O local tornou-se o lar desta história cinquentenária, reunindo semanalmente os amigos para o futebol e para as habituais jantas que acontecem após os jogos. O próprio nome do campo carrega, em si, uma narrativa singular”, afirma Neto Gayer.

O Campo do Mó recebeu essa denominação em homenagem ao Sr. Meftódio Odppis, sogro de Neto Gayer, preservando um legado familiar que se integrou à história do clube. O cinquentenário representa uma oportunidade para reconhecer aqueles que deram início a essa trajetória. “Aos fundadores que permanecem presentes e acompanham o grupo, expressamos nossa gratidão por terem semeado, em setembro de 1976, uma semente que atravessaria cinco décadas”, declara Neto.

A celebração reserva, ainda, um espaço especial para a memória e a saudade. Mesmo que alguns daqueles que ajudaram a construir esta história já tenham partido, seus legados permanecem vivos. Entre eles, são lembrados com carinho Silvio Skraba, Sonival e Mauro Szczerbowski, além de outros companheiros que, ao vestirem a camisa e compartilharem o campo, contribuíram para que o grupo alcançasse este marco. Também recebem uma homenagem especial os presidentes de honra José Carlos Budal (Zequinha), e Ademar Ohpis, figuras fundamentais no desenvolvimento desta jornada.

Hoje, o grupo é formado por 29 integrantes e mantém uma organização que ajuda a preservar uma tradição construída ao longo dos anos. A atual presidência é exercida por Ismael Cantador, tendo Altamir Belo (Belinho) como tesoureiro e Maher Assaed no Conselho Fiscal. Também participam da organização Neto Gayer, João Franceschi, Robson Denis, Adilson Basso, Cesar Maques e Irineu Cantador, entre outros integrantes que colaboram para manter vivo o espírito do grupo.

Edição n.º 1949

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