No domingo, 25 de outubro, o eleitor escolherá entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Encerrada a votação, precisamos ter a capacidade de encerrar também a guerra que transforma divergências políticas em inimizades. Que acabe no domingo essa ideia de que quem pensa diferente é um inimigo.

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Quem vencer precisará compreender que a vitória não autoriza soberba nem revanchismo. O Brasil continuará dividido, e governar exigirá construir caminhos também para quem escolheu o adversário. Quem perder, por sua vez, não pode desejar que tudo dê errado apenas para dizer depois que tinha razão.

Araucária ajuda a explicar por que esse compromisso precisa ir além dos discursos. Nossa força industrial convive com problemas ambientais, demandas por moradia e ocupações irregulares. A riqueza produzida aqui não elimina desigualdades nem resolve, sozinha, as necessidades da população. Precisamos de políticas públicas que cheguem ao município, qualquer que seja a preferência eleitoral de seus moradores.

Recursos e investimentos não podem funcionar como recompensa por votos, muito menos sua ausência servir como castigo. O presidente eleito terá obrigações com todos os brasileiros. Inclusive com aqueles que jamais votarão nele.

Também cabe a cada um de nós preservar o que continuará existindo na segunda-feira: o vizinho, o colega de trabalho, o amigo, a família. Nenhuma preferência partidária deveria valer mais do que essas relações. A política também se faz na capacidade de conversar e conviver.

Torcer pelo sucesso do governante eleito, ainda que timidamente, não significa abrir mão da crítica ou da fiscalização. Significa desejar que o país dê certo. Porque um Brasil que vai mal impõe dificuldades a quem é de direita e a quem é de esquerda.

Que a disputa acabe no domingo. E que, depois das urnas, nossa escolha seja pelo Brasil.

Pense nisso e boa leitura.

Edição n.º 1955

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