A COHAB Araucária tem enfrentado a baixa adesão à regularização de água e energia elétrica na comunidade do Jardim Israelense. Segundo a Companhia, dos 1.200 lotes existentes naquela área, apenas 500 estão cadastrados, situação que contribui para o aumento de ligações clandestinas e riscos de segurança entre os moradores.

O Diretor Técnico da COHAB, Matheus Blaszczak, explica que a regularização fundiária da comunidade é responsabilidade da empresa particular que representa os proprietários da área, porém compete à Companhia Municipal fomentar, acompanhar e prestar apoio institucional aos processos, na forma da legislação vigente. “Nesse sentido, a COHAB retomou importante trabalho de articulação e incentivo aos procedimentos de regularização fundiária em trâmite no Município de Araucária. No caso específico da comunidade Israelense/Arco-Íris, a Companhia realizou a interlocução necessária entre a Prefeitura, Copel e Sanepar, viabilizando o alinhamento técnico indispensável para o andamento das obras”, afirma.

Segundo Matheus, embora os processos estejam acontecendo, as queixas sobre a ausência de abastecimento de água e energia elétrica ainda são frequentes na comunidade. Ele diz que no ano passado a Prefeitura concedeu as autorizações necessárias para a execução das obras de infraestrutura, considerando a instalação de redes de água e energia elétrica. A única exigência estabelecida pelas concessionárias foi a adesão integral dos moradores de cada rua para o avanço dos trabalhos. Diante da dificuldade em alcançar a adesão total, inicialmente a prefeitura negociou com a Sanepar e a Copel a priorização da Rua Arapongas, que é a principal via da comunidade.

“Nesse local, foi instalada a rede de água, com a colaboração dos moradores, que aderiram ao projeto. As obras estão em andamento. Da mesma forma, a Copel iniciou a instalação da rede de energia elétrica. No entanto, o progresso das obras tem sido prejudicado pela falta de instalação dos padrões de entrada de energia, que é de responsabilidade dos próprios moradores. Esta é a condição que eles precisam cumprir para o andamento do projeto”, explica a Cohab.

A Companhia destaca que por inúmeras vezes a comunidade fez questão de deixar claro seu maior desejo: “A gente só quer poder pagar nossa conta de água e luz!”. Mas para que isso aconteça, cada um tem que fazer a sua parte. “Precisamos da ajuda da comunidade para avançar”, declara a Cohab.

O processo de cadastro para que a comunidade receba água tratada da Sanepar iniciou em julho do ano passado. Porém o impasse na questão da energia elétrica vem desde janeiro deste ano. “A prefeitura cumpriu integralmente suas responsabilidades. Atualmente, agora o andamento das obras está condicionado à participação dos moradores. Apesar disso, as reclamações sobre a falta de água e energia elétrica persistem, gerando um impasse”, alega Matheus.

Recentemente, a COHAB, em parceria com a empresa de regularização fundiária Terra Nova e a associação de moradores do Jardim Israelense, distribui panfletos na comunidade, solicitando que todos os moradores da Rua Arapongas, na fase 1 do Projeto de Regularização, providenciem a instalação do padrão de entrada da Copel até o dia 28 de fevereiro. O aviso diz ainda que após esse prazo, as ligações irregulares que existem na rua citada serão cortadas.

O aviso ainda convida os moradores das outras ruas da fase 1 a já irem providenciando os padrões de entrada. “As ruas com mais padrões instalados serão priorizadas para receber a extensão da rede de energia elétrica regular”.

“Mesmo com o aviso sendo entregue aos moradores, com poucos deles aderindo ao processo. Estivemos na Rua Arapongas essa semana e onde a Copel já instalou a rede, que são cerca de 60 ligações, havia apenas 15 adesões”, lamentou Matheus.

Edição n.º 1502.