Coluna da SMAS: Alguns capítulos da infância precisam de novas mãos
Há crianças e adolescentes que, por situações que não escolheram, precisam ser afastados de suas famílias para que seus direitos e sua segurança sejam preservados. Em um momento tão delicado, ter alguém por perto, oferecendo cuidado e acolhimento, pode fazer toda a diferença.
Há crianças e adolescentes que, por situações que não escolheram, precisam ser afastados de suas famílias para que seus direitos e sua segurança sejam preservados. Em um momento tão delicado, ter alguém por perto, oferecendo cuidado e acolhimento, pode fazer toda a diferença.
Em Araucária, esse trabalho é realizado pelo Programa Família Acolhedora, que há anos desenvolve um serviço reconhecido por outros municípios. Atualmente, 11 crianças estão sob os cuidados temporários de famílias habilitadas. Para elas, o acolhimento também está nas pequenas coisas do dia a dia: ter alguém que acompanhe a rotina escolar, prepare uma refeição, escute suas histórias e esteja presente quando precisarem.
Acolher, porém, é compreender que esse vínculo tem um propósito e um tempo. Diferentemente da adoção, o acolhimento é temporário e busca oferecer proteção até que a criança ou o adolescente possa retornar à família de origem ou, quando essa não for uma possibilidade, seja encaminhado para adoção. É um compromisso que exige responsabilidade e preparo, inclusive para compreender que a despedida faz parte desse caminho.
Para ampliar essa rede de cuidado, a Prefeitura de Araucária, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizará, nos dias 10, 11 e 12 de novembro, uma capacitação para novas famílias interessadas em participar do programa. É uma oportunidade para conhecer o trabalho de perto, esclarecer dúvidas e entender como funciona o acolhimento antes de tomar essa decisão.
Os encontros começam às 18h, na sede do Serviço Família Acolhedora, na Rua Fernando Suckow, 40, Centro. As inscrições estão abertas pelo WhatsApp (41) 99927-3676.
Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, residir em Araucária, não estar na fila de adoção, ter disponibilidade afetiva e emocional, participar da capacitação e passar por avaliação psicossocial.
Nem sempre podemos escolher as circunstâncias em que uma criança começa um novo capítulo de sua história. Mas podemos escolher estar presentes quando ela precisar. Talvez existam novas mãos dispostas a fazer parte dessa história. O primeiro passo é conhecer, aprender e se permitir acolher.
Edição n.º 1957
