Com o passar dos anos, percebemos que a infância mudou — e os perigos também. Se antes a preocupação dos pais estava nas ruas, hoje grande parte dos riscos chega silenciosamente pela tela do celular. Redes sociais, jogos online e aplicativos de conversa passaram a fazer parte da rotina de crianças e adolescentes cada vez mais cedo e, muitas vezes, sem qualquer tipo de supervisão.

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O cenário se torna ainda mais preocupante quando o acesso à internet acontece sem o acompanhamento familiar. Muitos pais desconhecem os conteúdos consumidos pelos filhos ou até mesmo com quem eles conversam diariamente nas plataformas digitais.

Segundo relatório da UNICEF, 1 em cada 5 crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos sofreu algum tipo de violência sexual facilitada pela tecnologia. Em Araucária, profissionais da assistência social, por meio do CREAS e da rede de proteção, têm mobilizado escolas e profissionais da educação durante as ações do Maio Laranja, reforçando a importância da prevenção e da orientação familiar.

Sabendo disso, é inevitável repetir: o principal instrumento de proteção continua sendo o diálogo. É importante ensinar crianças e adolescentes a reconhecer comportamentos inadequados no ambiente virtual. Pedidos de fotos, conversas secretas, ameaças ou tentativas de isolamento são sinais de alerta que nunca devem ser ignorados.

Mais do que fiscalizar, é preciso participar da vida digital dos filhos. Saber quais aplicativos utilizam, com quem conversam e quanto tempo passam conectados faz parte do cuidado e da proteção. O acompanhamento dos responsáveis é fundamental para criar um ambiente de confiança e segurança dentro de casa.

Por isso, é fundamental ampliar o debate e fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência. É importante lembrar que a segurança na internet também é responsabilidade dos adultos, compartilhada entre as famílias, a sociedade, as plataformas digitais e o poder público.

É preciso construir relações de confiança dentro de casa. Porque, muitas vezes, o perigo não está do lado de fora — está escondido atrás de um perfil na internet.

Lembrando que todos nós fazemos parte dessa rede de proteção e que, para qualquer indício de violação de direitos de crianças e adolescentes, a denúncia pode ser feita pelo Disque 100. A ligação é gratuita e anônima.

Proteger é cuidar.

Edição n.º 1516.

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