Outubro é o Mês Nacional da Pessoa Idosa, um convite para olhar com mais atenção para quem carrega histórias, experiências e contribuições que fazem parte da construção da nossa sociedade. É também um momento para lembrar que envelhecer com dignidade, autonomia, respeito e segurança é um direito.

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Em Araucária, a Assistência Social desenvolve ações voltadas à proteção e à garantia de direitos da pessoa idosa. Esse trabalho está presente nos CRAS, no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI) e na Proteção Social Especial, que atua quando direitos já foram violados ou estão ameaçados.

O CCPI é um importante espaço de convivência e participação. Atualmente, 566 pessoas idosas estão vinculadas ao serviço, distribuídas em 32 grupos, organizados de acordo com os interesses dos participantes. A programação inclui ginástica, treinamento funcional, dança, informática, uso de smartphones, pintura, artesanato, rodas de viola e gaita, entre outras atividades.

Os encontros vão muito além das atividades. São momentos de convivência, de fazer novas amizades, aprender, trocar experiências e também falar sobre participação social e direitos da pessoa idosa. Jogos, passeios, ações com outras secretarias e os bailes realizados em algumas sextas-feiras também fazem parte da programação. O acesso ao CCPI é destinado a pessoas com 60 anos ou mais e ocorre por encaminhamento dos CRAS.

Cuidar também é estar atento às situações de violência, negligência, abandono ou outras violações de direitos. Nem sempre a violência deixa marcas visíveis. O isolamento, o medo, mudanças de comportamento ou a apropriação indevida de dinheiro e bens também podem ser sinais de alerta. Nesses casos, a rede de proteção, incluindo o CREAS, atua para garantir segurança e direitos.

Mas proteger não significa decidir pelo outro. É ouvir, respeitar escolhas e preservar a autonomia. A idade não diminui a capacidade de participar, escolher e decidir sobre a própria vida. A Assistência Social tem um papel importante nesse caminho, mas esse cuidado também começa dentro das famílias, na comunidade e nas relações do dia a dia.

Que o Mês Nacional da Pessoa Idosa seja um momento para reconhecer trajetórias, valorizar histórias e lembrar que novas experiências continuam sendo construídas em todas as idades.

Envelhecer com dignidade não é um privilégio. É um direito.

Edição n.º 1953

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