A internet faz parte da rotina de crianças e adolescentes e oferece inúmeras oportunidades de aprendizado, comunicação e entretenimento. No entanto, o ambiente digital também pode expor meninos e meninas a situações de risco que exigem atenção e acompanhamento por parte das famílias, da escola e de toda a sociedade.

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Entre as principais formas de violência virtual estão o cyberbullying, a exposição indevida de imagens, a disseminação de conteúdos ofensivos, as ameaças, os discursos de ódio, os golpes virtuais e o aliciamento de crianças e adolescentes por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.

Muitas vezes, essas situações acontecem de forma silenciosa e podem causar impactos significativos na saúde emocional, no rendimento escolar e nas relações sociais das vítimas. Alguns sinais podem indicar que uma criança ou adolescente está enfrentando problemas no ambiente digital: mudanças bruscas de comportamento, isolamento, ansiedade, tristeza frequente, resistência em frequentar a escola, queda no desempenho escolar, alterações no sono ou medo excessivo de acessar determinados aplicativos ou dispositivos eletrônicos.

É importante lembrar que esses sinais não confirmam uma situação de violência, mas merecem atenção e diálogo. A prevenção começa com a orientação. As famílias devem acompanhar a vida digital de seus filhos, conhecer os aplicativos utilizados, estabelecer regras para o uso da internet e, principalmente, manter canais de diálogo abertos e acolhedores.

Mais do que fiscalizar, é fundamental construir relações de confiança para que crianças e adolescentes se sintam seguros para relatar situações que os deixem desconfortáveis ou assustados. A escola também desempenha um papel essencial nesse processo, promovendo ações educativas sobre cidadania digital, respeito, empatia e uso responsável das tecnologias.

Além disso, os profissionais da educação estão atentos a sinais que possam indicar situações de vulnerabilidade, realizando os encaminhamentos necessários quando identificadas possíveis violações de direitos. O Núcleo de Proteção à Infância (NPI) da Secretaria Municipal de Educação atua no apoio às unidades educacionais, orientando equipes escolares e fortalecendo a articulação com a Rede de Proteção para o atendimento de situações que envolvam crianças e adolescentes em condição de risco.

A proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente é uma responsabilidade compartilhada entre família, escola, poder público e comunidade. Diante de qualquer suspeita de violência, exploração ou abuso envolvendo crianças e adolescentes, a denúncia é fundamental. Casos podem ser comunicados ao Conselho Tutelar, aos órgãos da Rede de Proteção ou por meio do Disque 100, serviço nacional de recebimento de denúncias de violações de direitos humanos.

Em um mundo cada vez mais conectado, educar para o uso seguro e responsável da internet é também uma forma de proteger. A tecnologia deve ser uma ferramenta de desenvolvimento, aprendizado e convivência saudável, jamais um espaço de violência ou ameaça aos direitos de nossas crianças e adolescentes.

Núcleo de Proteção à Infância (NPI) — Secretaria Municipal de Educação de Araucária

Edição n.º 1936

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