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Ainda vivendo em uma pandemia, estudantes tiveram pouco tempo de aulas presenciais e o aprendizado com o ensino remoto, pode pesar na hora da prova. Foto: divulgação

O Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2021 terá a primeira prova no próximo domingo, 21 de novembro, e a segunda prova será no domingo seguinte, dia 28. Este ano o Exame contará duas modalidades, a impressa e a digital, com as duas versões ocorrendo nas mesmas datas. Os itens das provas e o tema da redação também serão iguais.
Segundo o Inep, 3.109.762 estão inscritos no Enem 2021 em todo o Brasil. Destes, 3.040.871 farão a prova impressa e 68.891, a digital. No Paraná são 170.595 candidatos, 163.845 na versão impressa e 6.750 na digital. O Jornal Popular enviou e-mail para o Inep, solicitando o número de candidatos de Araucária inscritos nessa edição do Enem, mas até o fechamento desta edição, o Instituto não havia respondido.

Fazendo um comparativo, o Enem 2020 teve 5,8 milhões de candidatos inscritos no país, sendo 233.247 no Paraná, com um nível alto de abstenções. De acordo com o Inep, este foi o menor número de inscritos desde a reformulação do Enem, em 2009.

Também neste ano, em meio à melhora dos indicadores da pandemia da Covid 19 e à retomada das atividades presenciais nas escolas, candidatos que farão o Enem dizem não ter mais medo de um eventual contágio pelo vírus durante a realização da prova. O grande desafio agora é controlar a ansiedade nos dias da prova e testar os conhecimentos que adquiriram durante o período de ensino remoto.

Uma realidade diferente

A professora de Física do Colégio COC Araucária, Nayara Patrzyk, lembrou que a pandemia trouxe muitas incertezas sobre os vestibulares em geral nos últimos dois anos. “Tivemos que nos adaptar a uma realidade diferente e aprender a trabalhar com as flutuações de datas e informações. Certamente que não foi simples, mas a volta de um ensino híbrido no início do ano trouxe uma esperança da busca à ‘normalidade’, o que de alguma maneira favoreceu na preparação dos alunos para os vestibulares desse ano”, observou a professora.

Ela também afirma que a pandemia, de maneira geral, deixou os alunos mais inseguros, não por não saberem os conteúdos ou não estarem preparados, mas por tantas mudanças e incertezas que surgiram nesse momento. “Ainda assim eles devem confiar no seu esforço e na sua dedicação de todo o ano. E principalmente saber que o nervosismo e a ansiedade antes da prova são normais. Devem se preparar com boas horas de sono e chegarem com antecedência ao local de prova, evitando que fatores externos influenciem no desempenho’, orienta.

A estudante Letícia de Lima da Luz,17 anos, que cursa o 3º ano do ensino regular no Colégio Estadual Professor Júlio Szymanski, vai fazer o Enem pela primeira vez, porém disse que vem se preparando há muito tempo. “A preparação foi longa, ainda mais nos tempos em que estamos vivendo, onde tivemos que aprender a estudar sem ajuda do professor. Durante todo esse processo, sempre procurei estabelecer metas, e uma delas era ter um tempo para dedicar aos estudos”, comentou. Candidata a uma faculdade de Fisioterapia, Letícia falou que a ansiedade está a mil.

Aluna do Colégio COC Araucária, Thailiny Regina Obrzut, 16 anos, está no 2º ano do ensino médio e pretende fazer faculdade de Medicina. Ela vai fazer o Enem como treineira, na modalidade presencial. “Tive dificuldades para estudar durante a pandemia, porque era eu e meu computador. Querendo ou não sempre tinha algo que desviava a minha atenção das aulas online. Mas a escola sempre deu todo o suporte necessário e com o retorno presencial estou tendo a oportunidade de tirar todas as dúvidas e ter mais foco em sala. Isso fez com que eu começasse a ter uma confiança maior no meu empenho na hora da prova do Enem. Como eu nunca fiz a prova antes, não tô 100% preparada, porque querendo ou não a ansiedade e o nervosismo vão bater. Mas me dediquei bastante e espero me sair bem, mesmo sendo treineira”.

Manuella de Cássia Gomes Cantele, 17 anos, está no 3º ano do Colégio João Paulo I e o curso que pretende fazer é Medicina. Este também será seu primeiro Enem e a opção foi pela prova presencial. “Considerando o período atípico devido à Covid-19, acredito que estou bem preparada, embora a pandemia e o consequente isolamento social tenham acarretado diversos obstáculos, principalmente com a sobrecarga mental e mudança na rotina. As maiores dificuldades que enfrentei foram referentes à adaptação ao ensino remoto, tanto na questão de aprendizagem quanto na forma de lidar com a situação, a qual não proporcionou somente coisas ruins. Como minha turma reagiu de forma positiva ao atual modelo de aprendizagem, optamos por continuar com o ensino remoto, já que conseguimos nos adaptar à distância. Grande parte de tal adaptação devo aos meus professores, que também passaram por momentos desafiadores, mas que na grande maioria das dificuldades se mostraram preparados a nos repassar o fruto da grandiosidade da vocação”, afirmou a jovem.

Aluna do 3º ano do Colégio COC Araucária, Maria Vitória Guimarães del Amo, 17 anos, quer fazer Biomedicina e já tem experiência com o Enem. No ano passado ela fez a prova como treineira. “Me sinto preparada porque durante todo o ano a escola realizou diversos simulados no mesmo formato do Enem pra gente se familiarizar com a prova. Optei pela versão impressa e confesso que agora que está chegando perto da data, começa a bater um nervosismo”, comentou.
Maria Vitória disse ainda que todos os estudantes se dedicaram o ano inteiro pra isso, já que o ensino médio do COC prepara para todos os vestibulares, focando no Enem e no vestibular da UFPR. Além disso, ela reforçou que as duas semanas que antecedem as provas estão sendo dedicadas à revisão, os professores estão resolvendo questões de provas anteriores do Enem em sala de aula. “Para finalizar da melhor forma possível, nas duas sextas-feiras antes das provas tem o aulão de revisão, que é praticamente um evento na escola, todo mundo espera o ano todo e é muito legal porque acontece no cinema e os professores vão fantasiados. Então, ao mesmo tempo que todo mundo relembra aquelas últimas coisas, a gente se diverte muito”, observou a estudante.

Texto: Maurenn Bernardo com colaboração de Katty Ferreira

Publicado na edição 1288 – 18/11/2021

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