Filho de dona Rosalia Chybior Baedeski e José Baedeski, em 31 de outubro de 1936, nascia Carlos Baedeski, mais conhecido como Seu Baida, no Distrito de Guajuvira. Naquele dia começava a história de um homem que, ao longo de quase nove décadas, construiu muito mais do que uma família: construiu uma vida marcada pelo trabalho, pela coragem, pela simplicidade, pela generosidade e, acima de tudo, pelo amor.

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Ainda muito jovem, Seu Baida aprendeu o ofício que se tornaria uma das grandes marcas de sua vida: a ferraria. Com as próprias mãos, força e perseverança, enfrentou as dificuldades e construiu seu caminho.

Casou aos 24 anos com dona Irene, e ao lado dela viveu 64 anos de casamento, construindo uma linda família na Colônia Ipiranga. Foram três filhos, nove netos e oito bisnetos. Foi marido, pai, dziadzia (vovô) e biso, e foi profundamente amado em cada um desses papéis.

Família presta homenagem ao Seu Baida que faleceu aos 89 anos
Foto: Divulgação. Seu Baida, o mais antigo ferreiro de Araucária, trabalhou até seus últimos dias.

Quem conheceu o Dziadzia Carlos, como era carinhosamente chamado na família, sabe que seu maior legado não está apenas no trabalho que realizou, mas no coração enorme que tinha. Sua casa estava sempre aberta, sua mesa sempre tinha lugar para mais um e sua alegria transformava qualquer visita em um momento especial. Era impossível chegar à sua casa sem ouvir sua famosa frase: “Vamos tomar um gole?”

“Hoje, ficam as histórias, as risadas, os ensinamentos e uma saudade que será imensa. Vai faltar sua voz, seu humor, seu jeito único de receber as pessoas e a certeza de saber que o senhor estava ali. Dziadzia Carlos, talvez nunca consigamos agradecer o suficiente por tudo o que o senhor foi e deixou em nossas vidas, mas sabemos que, enquanto houver alguém contando suas histórias, um pedacinho do senhor continuará vivo entre nós. A saudade será eterna, mas o amor que o senhor deixou em nossos corações não tem data de validade. Descanse em paz, nosso querido Dziadzia Carlos. O senhor sempre será lembrado, amado e eternamente parte de nós”, declara a família.

Seu Baida faleceu no dia 25 de agosto, aos 89 anos. Foi velado em sua residência e sepultado no cemitério do Palmeirinha, em Colônia Ipiranga.

Edição n.º 1948

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