Há um ano Araucária tinha seu primeiro caso positivo de Covid-19

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Em 31 de março de 2020 a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) identificava que o novo coronavírus havia desembarcado em Araucária. A notícia da chegada do vírus foi tornada pública em 1º de abril. Exatamente há um ano!
Sim, já faz 365 dias que estamos convivendo com a doença e, desde então, o que parecia ser apenas uma doença estranha descoberta em dezembro de 2.019 na província de Wuhan, na China, se tornou o nosso maior pesadelo.
Classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março, a Covid-19 levou exatos 20 dias para ser identificada numa moradora de Araucária.

Nossa primeira infectada era uma pessoa do sexo feminino. Muito possivelmente ela contraiu o vírus durante uma reunião de trabalho, em Curitiba. Neste encontro havia pessoas de outras regiões do país. Os dados divulgados pela SMSA naquela oportunidade davam conta de que nossa paciente zero chegou a ter um quadro de agravamento da doença, ficou internada, mas se recuperou.

Desde então o que eram casos isolados foram se tornando a cada dias mais normais. Estórias como a do morador de Araucária que teria quebrado o isolamento em Verê, no sudoeste do Estado, e vindo para Araucária mesmo estando infectado pela Covid-19 ocuparam nosso imaginário. Assustaram muita gente. Chegamos a imaginar que bastaria uma quarentena de quinze dias para o vírus ir embora. Mas o primeiro aniversário do coronavírus em nossa cidade mostra que tudo o que achávamos saber sobre a doença estava equivocado.

Hoje, colocando os dados da Covid-19 numa linha do tempo, é possível entender um pouco melhor a evolução da doença em nossa cidade. E, mais do que entender, se assustar com os números. O caso um, por exemplo, ganhou os boletins epidemiológicos em 1º de abril. Um mês depois eram 10 os casos confirmados. Passados mais trinta dias eram 69. Vencido mais um mês os confirmados já chegavam a 470 e depois disso, considerando o mesmo intervalo de tempo, ganhou os quatro dígitos.

Os óbitos provocados em razão de quadro infeccioso decorrente da doença também assustam. Entre o primeiro caso confirmado e o primeiro óbito se passaram mais de sessenta dias. Porém, desde então o número de mortos acelerou vertiginosamente.

Em um ano de Covid-19 em nosso Município também vimos hábitos mudarem assustadoramente. A corrida inicial por álcool em gel causou certo caos pela cidade. O produto não era encontrado nos comércios de costume e levou algumas semanas até que seu fornecimento – e preço – voltassem a níveis normais.

O uso das tão discutidas máscaras foi algo que também gerou muita discussão e uma grande tragédia em nossa cidade. Nossa primeira vítima da Covid-19, aliás, foi uma trabalhadora dos supermercados Condor. Ela, porém, não teve a doença. Teve sim a infelicidade de esbarrar com um sujeito que se recusou a colocar a máscara para entrar no estabelecimento comercial onde ela ganhava seu pão de cada dia. A confusão que se gerou a partir dali resultou num tiro que foi fatal para Sandra Maria Aparecida Ribeiro. Isso aconteceu em 28 de abril. A primeira morte causada por culpa exclusivamente do vírus só se daria em 6 de junho.

Hoje, passado um ano do caso um em Araucária, ainda não se sabe quando nossas vidas voltarão ao normal. Se é que voltarão ao normal. A vacinação já começou, mas o ritmo ainda está longe de ser o ideal. E, enquanto aguardamos o fim da pandemia, nos resta seguir adotando as orientações dos órgãos de saúde.

A Pandemia em Araucária!

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1255 – 01/04/2021