Toda e qualquer guerra, em pleno século XXI, não deve ser aceita pela comunidade mundial. Mais do que isso: deve ser condenada e, se possível, combatida.

Não é concebível num mundo tão globalizado, com todos os países dependendo em maior ou menor grau de outras nações, que ainda vejamos tentativas absurdas de ocupação territorial, manifestações de força tolas e discursos que tentam nos separar entre povos do Ocidente e do Oriente. A imensa maioria da população mundial não parece desejar isso. Quer apenas viver em paz e poder, inclusive, ser cidadão do mundo, residindo onde quer que deseje, sem medo de ser julgado pela cor do seu passaporte ou algo assim.

A guerra que presenciamos agora, com a Rússia tentando invadir covardemente a Ucrânia, é absurda. E, com certeza, assim é considerada por todos aqueles que capazes de ter, mesmo que minimamente, empatia pelo sofrimento alheio.

Para Araucária, ver o povo ucraniano sendo atacado é ainda mais angustiante. Isto porque nossa cidade foi construída também graças a força de trabalho de imigrantes que de lá vieram a partir de 1.895. Foram dezenas de famílias que deixaram a Ucrânia e aqui se estabeleceram na região de Colônia Ipiranga.
Ainda temos diversas famílias na região que até hoje guardam os costumes ucranianos em cerimônias religiosas e culturais, preservando deste modo a memória de seus antepassados.

E este esforço que os descendentes araucarienses dos ucranianos fazem para manter viva sua cultura é, de certa forma, mais um incentivo para que condenemos com todas as nossas forças a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Afinal, vejam que mesmo distantes de sua terra, essa comunidade fez o possível para reproduzir em Colônia Ipiranga as tradições de seu povo e assim não esquecer de suas origens. Logo, imaginem como se sentem esses descendentes e os que estão espalhados pelo mundo ao ver seu país sendo bombardeado. Ao ver a cultura e costumes que eles lutam bravamente para preservar virando cinzas?

É essa empatia que precisamos ter para com os ucranianos. Precisamos fazer da dor deles a nossa. Torcer por eles! Colocar nossos corações em sintonia com os deles! Boa leitura! E Parem a Guerra!

Publicado na edição 1301 – 03/03/2022

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