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Petrobras

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É a face do Brasil que mais produz riqueza e infelizmente muito mal compreendida. É uma gigante petrolífera que opera nas 3 fases principais da cadeia produtiva: poço, refino e distribuição. Tem mais de 41 mil empregados, 5.646 poços produzindo óleo e gás natural, 67 plataformas submarinas e 13 refinarias.

Após a descoberta do Pré-Sal em 2006 muitos fatos estranhos ocorreram na companhia como roubo de notebooks com informações sigilosas ocorridos em 2008 até o início da Lava Jato em 2014, mesmo assim a Petrobras deu um salto produtivo e tecnológico e a consequência disso foi outro salto estratosférico na produção diária dos poços do Pré-Sal com a entrada em operação do campo de Lula, agora rebatizado de Tupi. A título de comparação, em abril de 2016, eram 801 mil barris de óleo ao dia e hoje já são 3,6 milhões de barris diários, fazendo a festa do especulador Nova-iorquino.

Para se ter uma ideia, com o preço do barril de petróleo a U$ 83,65, isto rende mais de 300 milhões de dólares diariamente ou mais de 109 bilhões de dólares anuais. Com este preço do barril não compensa mais refinar petróleo no Brasil e sim importamos cada vez mais os produtos refinados do Tio San, pois o petróleo vai bruto para lá e o navio volta com destilados.

Com barril de petróleo hoje a U$ 83,65 o custo do litro vendido cru é de 2,97 reais. Após destilar, a Petrobras vende gasolina a 2,33 reais o litro para as distribuidoras. A Refinaria não quebra porque tem matéria prima própria dos seus 5.646 poços e estamos desconsiderando os valores agregados dos demais derivados que são estratégicos ao país, assim como a própria companhia.

A grande mídia manipula e pauta a opinião pública conforme os interesses especulativos dela própria. A Petrobras sempre será deficitária no refino e superavitária na exportação do petróleo bruto com preço do barril elevado como agora. O presidente Bolsonaro esqueceu que o povo não recebe em dólar, se levar em conta como Sergio Moro, o bolso do especulador Nova-iorquino, adeus gasolina barata. FHC em 1998 foi o gênio da privatização da Petrobras nos States. Para acionistas ela paga gordos dividendos e para brasileiro gasolina a 8 reais, como gostam seus apoiadores.

Texto: Edilson Bueno

Publicado na edição 1287 – 11/11/2021