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Pais devem ficar atentos se materiais pedidos pelas escolas podem ser exigidos e, claro, pesquisar preços. Foto: Everson Santos

 

O ano começou e é hora daquele momento que muitas vezes deixa os pais de cabelo em pé: a compra do material escolar. No município, as aulas voltam em fevereiro e nesse mês de janeiro o que pode ser observado em papelarias e lojas de utilidade é o corre-corre atrás do melhor preço para adquirir aquela extensa quantidade de itens.

Com a lista em mãos, os pais precisam estar atentos a vários detalhes o que inclui não só o preço, mas também a qualidade do produto. O Inmetro alerta para cuidados na compra de artigos escolares para evitar acidentes que possam colocar em risco a segurança das crianças. Ficar atento a presença de substância tóxicas, bordas cortantes, pontas perigosas, são precauções que podem evitar acidentes.

Cadernos, livros, lápis de cor, tesoura, cola, régua, mochila e tantos outros itens pesam no bolso. Para pais que tem mais de um filho em idade escolar a conta fica ainda maior. O que muitos não sabem é que as escolas não podem cobrar algumas coisas como a compra de determinada marca ou a compra de materiais que serão de uso coletivo.

Por isso, Allan Kelvyn da Silva Wotcoski, coordenador do Procon em Araucária orienta os pais a ficarem atentos. “Primeiramente vale salientar que acontecem vários abusos nesta época do ano, porém pouquíssimos consumidores procuram seus direitos. Assim, temos que despertar o consumidor para que, em caso de irregularidade, ou dúvida na lista de material procure o Procon”.

Allan ressalta ainda que listas de material escolar que pedem mil folhas de papel sulfite para uma criança, sabonete em barras, e outros itens de higiene são irregulares já que são materiais de uso coletivo. “A escola não pode repassar um custo que deveria ser dela para o pai. Se o pai tiver alguma desconfiança, procure a escola e verifique se há alguma ação pedagógica que justifique o material. Ele tem o direito a essa informação”, afirma.
Da mesma maneira, não se pode aceitar listas que exijam a compra em uma determinada loja, marca ou até mesmo na própria escola.

“Direcionamento de marca, local, editora específica não pode ser feito pela instituição. A escola pode fazer uma prestação de serviço indicando que ela já fez uma pesquisa e o custo em determinado local está mais barato, mas sempre sugerindo como opção. Escola também não pode vender material”, esclarece.

Dúvidas

Procon Araucária (41) 3901-5155 ou a 0800-643-2834 Denúncias também podem ser feitas no site www.consumidor.gov.br .

Dicas para economizar na hora de comprar material escolar

Todo inicio de ano é a mesma coisa, mas não dá para fugir da compra do material escolar. No entanto, às vezes com um pouco de organização e pesquisa é possível economizar. Algumas dicas:
• Reaproveitar – A mochila, um caderno que não foi usado, a caixa de lápis de cor do ano passado podem e devem ser reutilizados em um novo ano escolar. É sempre bom que os pais façam uma lista do que já tem em casa e pode ser aproveitado. Dicionário, tesoura e alguns materiais didáticos bem conservados podem ser reaproveitados.
• Pesquisa de preços – Nessa época do ano papelarias e lojas de utilidades disputam o mercado dos materiais escolares. Use a internet como aliada na hora de pesquisar os preços e escolher o melhor lugar para compra. A variação de preços é grande e o consumidor precisa estar atento.
• Cuidado com as marcas – Que as crianças adoram aqueles cadernos lindos de personagem ninguém dúvida, o que muitas vezes assusta é o valor cobrado por ele. Normalmente produtos licenciados apresentam preços bem mais altos. Converse com seu filho e explique sobre as diferenças de preço de um produto de personagem para outro simples e com a mesma qualidade.
• Não deixe para a última hora – Deixar para comprar material escolar um dia antes do início das aulas pode ser sinônimo de preço mais alto ou de falta de produtos, pode acontecer de o estoque esgotar ou do preço subir em função da demanda. Portanto, se antecipe!

Texto: Danielle Peplov

Publicado na edição 1145 – 10/01/19

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