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De acordo com o primeiro relatório emitido pela Organização Mundial da Saúde sobre o tema, em 2013, “Suicídios são Atos Potencialmente Preveníveis”.

O Brasil é o oitavo país do mundo em número absoluto de suicídios. Em 2012, houve cerca de 30 mortes por dia, isso levando-se em conta a pouca notificação dos casos.

A cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio ao redor do mundo e tantas outras realizam tentativas frustradas a cada 3 segundos. Entre jovens de 15 a 29 anos de idade, o suicídio é a segunda causa de morte em todo o mundo, lembrando que entre idosos essa taxa também é muito elevada. Dados brasileiros do ano de 2005 mostram que cerca de 17% da população já pensou em algum momento em tirar sua própria vida, ou seja, 35.190.000 pessoas.

Entende-se por suicídio um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal. Existem ainda os comportamentos suicidas, ou seja, os pensamentos, os planos e a tentativa propriamente dita. Infelizmente uma pequena proporção do comportamento suicida chega ao nosso conhecimento. Suicídio é um fenômeno presente ao longo de toda a história da humanidade. Não devemos considerá-lo de forma causal e simplista apenas a determinados acontecimentos pontuais, é o final de um processo.

É urgente encorajar e apoiar a compreensão do tema e iniciar estratégias de prevenção ao suicídio de maneira multisetorial. Fatores sociais, culturais e psicológicos, dentre outros, interagem para iniciar um comportamento suicida, porém o estigma em relação ao tema “transtorno mental e suicídio” faz com que as pessoas deixem de pedir ajuda. Expressões tais como “se quisesse se matar faria direito”, “isso é para chamar a atenção”, dentre muitas outras, tornam a identificação deste comportamento muito mais difícil.

Os 2 principais fatores de risco são Tentativas Anteriores de suicídio e os Transtornos Mentais. Estima-se que 50% daqueles que cometeram suicídio já haviam tentando anteriormente. Os transtornos mentais mais comuns são depressão, transtorno bipolar, dependência química e abuso de álcool e outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Quanto mais diagnósticos apresentar, maior o risco suicida. Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero são fortemente associados ao suicídio. Impulsividade, estresse intenso, discriminação, isolamento social, abuso sexual e psicológico, violência e conflitos, transtorno mental, abuso e dependência de álcool, perdas financeiras, dor crônica e história familiar de suicídio figuram como grandes fatores de risco.

O suicídio é sempre precedido de sinais de alerta, sejam verbais ou comportamentais.

Relacionamentos pessoais fortalecidos, crenças religiosas ou espirituais, estilo de vida centrado em estratégias de enfrentamento positivo e bem-estar são fatores protetores ao comportamento suicida.

Comportamento suicida indica infelicidade profunda, mas não necessariamente transtorno mental. Da mesma forma que pessoas com transtorno mental podem não apresentar tal comportamento.

Deixe de sofrer, busque ajuda!!!

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Texto: Dr. Claudio Marcelo Moreal – CRM 19624 – Psiquiatria

Publicado na edição 1281 – 30/09/2021

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