A mamografia é o principal exame de rastreamento para o diagnóstico precoce do câncer de mama, permitindo iniciar o tratamento mais cedo e melhorar as chances de cura. O exame favorece um melhor prognóstico da doença, tratamentos mais simples e eficientes, e menores taxas de morbidade associadas.

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O acompanhamento nas unidades de saúde e a realização de exames são essenciais para identificar a doença na fase inicial. Em Araucária, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMSA), no último quadrimestre, a média mensal de mamografias foi de 678. Já a média de absenteísmo (ausência sem aviso) alcançou 22%.

A SMSA reforça que a mamografia é recomendada para mulheres de 40 a 74 anos, considerando as orientações de rastreamento e a avaliação individualizada. Para mulheres com histórico familiar significativo de câncer de mama, especialmente em parentes próximos, como mãe, irmã ou filha, o acompanhamento pode começar mais cedo, dependendo dos fatores de risco identificados. Nesses casos, é fundamental uma avaliação profissional para definir a necessidade de exames complementares e a frequência do acompanhamento. Vale destacar que, independentemente da idade, qualquer alteração suspeita nas mamas deve ser investigada.

Mulheres com próteses mamárias também devem realizar a mamografia, pois a presença do silicone não contraindica o exame. Nesses casos, são utilizadas técnicas específicas para melhorar a visualização das mamas. “A ultrassonografia e a ressonância magnética podem ser indicadas como exames complementares, conforme avaliação profissional, mas não substituem rotineiramente a mamografia”, explica a secretaria.

A orientação da Saúde é que as mulheres mantenham o acompanhamento e procurem uma unidade de atendimento sempre que identificarem alterações nas mamas, independentemente da idade. A descoberta da doença em estágio inicial aumenta significativamente as possibilidades de sucesso do tratamento.

Prevenção

O câncer de mama é uma doença multifatorial, relacionada a diferentes condições, que incluem fatores comportamentais, hormonais, reprodutivos e hereditários. Entre aqueles associados ao risco estão sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e histórico familiar de câncer de ovário ou de múltiplos casos de câncer de mama.

Características como a primeira menstruação antes dos 12 anos, a primeira gestação após os 30 anos ou a ausência de filhos também estão associadas ao risco, assim como o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa. A idade é outro fator importante, e o envelhecimento da população tem influenciado o crescimento dos casos no país.

Apesar da multiplicidade de fatores envolvidos, estima-se que cerca de 30% dos casos possam ser evitados com mudanças de hábitos. Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e outros alimentos naturais, são medidas que contribuem para a prevenção. Para as mulheres que são mães, a amamentação também exerce um efeito protetor.

O autoexame pode ajudar a mulher a perceber alterações e buscar avaliação profissional. Entre os sinais de alerta estão caroço endurecido e aparentemente fixo na mama, especialmente quando não provoca dor; saída espontânea de líquido pelo mamilo fora do período de amamentação; aumento contínuo e incomum das mamas; mamilo repuxado para dentro; alterações na pele, como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja; e caroços nas axilas ou no pescoço.

A presença desses sinais não significa necessariamente um diagnóstico de câncer, mas exige avaliação em uma unidade de saúde. A investigação clínica e a solicitação de exames de imagem, conforme a queixa e a avaliação profissional, são importantes para esclarecer a causa das alterações e orientar os cuidados necessários.

Edição n.º 1955

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