Sindicatos aprovam greve, mas só no mês de setembro
Assembleia aconteceu no salão paroquial da Igreja Perpétuo SocorroSindicatos aprovam greve, mas só no mês de setembro
Um bom número de servidores compareceu à reunião

Os sindicatos que representam o funcionalismo público municipal, SIFAR e SISMMAR, realizaram no final da tarde desta quinta-feira, 1º de agosto, uma assembleia conjunta para decidir sobre o início de uma greve nas repartições públicas da cidade. Ao longo da última semana eram fortes os boatos de que a paralisação por tempo indeterminado era algo irreversível já a partir da próxima semana.

Os sindicatos, porém, após o envio de uma proposta feita pelo prefeito Olizandro José Ferreira (PMDB) recuaram um pouco. Mas, só um pouco. Com isso, o início da greve ficou marcada para o dia 3 de setembro, mas somente caso o prefeito não cumpra os compromissos já assumidos e, no início do mês que vem, não sente para apresentar propostas concretas dos outros pedidos feitos pela categoria, como o reajuste salarial e o pagamento de promoções.

A proposta encaminhada pelo prefeito aos sindicatos no final da tarde de ontem garantia o pagamento de quinquênios e triênios, que estavam congelados desde que a Prefeitura constatou que havia extrapolado o chamado limite prudencial de gastos com pessoal. “Graças aos cortes que fizemos em horas-extras, funções gratificadas e demissão de cargos em comissão, isso já é possível”, disse o prefeito. A quitação desse passivo será feito da seguinte forma: aqueles vencidos em maio e junho do ano passado serão pagos já no salário dos servidores que faz jus ao avanço neste mês de agosto. Já aqueles que passaram a ter direito ao benefício em julho e agosto receberão no salário de setembro. Aqueles que passam a fazer jus ao avanço em setembro e outubro recebem em outubro, regularizando a situação.

Olizandro ainda afirmou que tão logo feche o segundo quadrimestre, em 31 de agosto, e o Município saiba o índice de gastos com pessoal referentes a esse período, ele sentará com os sindicatos para discutir a reposição salarial da categoria.

O conteúdo das correspondências encaminhadas às entidades que representam o funcionalismo municipal também foram reproduzidas numa carta que será entregue aos servidores. Nela, o prefeito citou as dificuldades financeiras pela qual o Município passa e as medidas de contenção de despesas que a Prefeitura pôs em prática. Ele ainda fez questão de ressaltar que não há qualquer risco dos funcionários ainda em estágio probatório serem exonerados e garantiu que o auxílio-alimentação de R$ 300,00 pagos pela Prefeitura jamais esteve ameaçado.