Em março deste ano a Câmara Municipal de Araucária instituiu o pagamento de vale-alimentação para todos os membros do Poder Legislativa araucariense.

Com isso, cada um dos 13 vereadores passou a receber mensalmente um complemento em dinheiro de R$ 1.279,38, que é depositado na conta do parlamentar juntamente com seu subsídio. O mesmo também é pago para todos os servidores concursados e comissionados da Casa.

A votação do benefício foi polêmica, com alguns vereadores sendo contrários à proposta. Um desses foi Olizandro Junior (MDB). No entanto, desde que passou a receber o vale-alimentação ele optou por destinar a totalidade desse recurso a projetos sociais desenvolvidos em Araucária e/ou a instituições voltadas ao trabalho com educação.

Embora faça isso desde março, o vereador optou por nunca dar publicidade a opção de não fi car com o valor recebido dos cofres públicos a título de auxílio-alimentação. A informação chegou a nossa redação por meio de uma das associações, que informou ter recebido uma contribuição do edil para desenvolvimento de seus trabalhos e que desejava agradecerlhe publicamente por isso.

Questionado sobre o assunto, Olizandro Jr. afirmou que sua ideia nunca foi ganhar visibilidade com a opção de destinar o valor do auxílio alimentação para projetos sociais. “Nunca gravei vídeos para redes sociais e nem fiz fotos para dar publicidade a entrega desse valor. Foi algo que decidi fazer porque entendi que não era adequado ficar com esse dinheiro e vou continuar fazendo isso durante todo o meu mandato”, comentou.

Entre os que receberam as doações do auxílio-alimentação do vereador neste ano de 2025 estão os projetos ADAM, Natal Solidário, Arremesso do Futuro, Gente que Soma, Favela Tropical, Geração Promessa, Jiu-jítsu nos Bairros, Carreta Solidária Transbordion e também a APAE.

Olizandro Junior disse ainda que não deseja que sua opção de destinação do vale-alimentação seja entendida como um gesto político e nem uma afronta aos edis que optaram em fi car com o benefício. “Faço isso enquanto pessoa física. É algo que meu coração mandou fazer. Não é uma ação política deliberada. Respeito meus colegas de Câmara que optaram em utilizar de outra forma esse valor”, finalizou.

Edição n.º 1496.