Para quem teve o privilégio de participar das Festas do Pêssego, do Ovo e Faial, deve lembrar com saudades do fantástico omelete gigante que era servido gratuitamente aos frequentadores da festa.

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O omelete ia rápido, mas não era somente no momento de ser servido que o pessoal se aglomerava próximo à barraca que fazia e distribuía a iguaria. Muitas pessoas já se reuniam logo que os cozinheiros e cozinheiras chegavam e iniciavam a quebra dos ovos, e cada uma ou mais pessoas eram designadas para os serviços, que não eram poucos.

Alguns dos ingredientes tinham que ser preparados um dia antes, como higienizar e cortar os temperos verdes. Os ovos eram doações dos diversos produtores e expositores que faziam parte das festas. Já havia uma equipe que quebrava os ovos sobre uma peneira gigante, para que não caíssem cascas de ovos na mistura.

Os demais ingredientes, como ervilha, milho verde, queijo e presunto, eram doados pelos patrocinadores de rações e vinham em caminhões frigoríficos, para serem conservados até o momento em que outra equipe abria as latas, enquanto outras pessoas cortavam os queijos e presuntos.

Todo esse trabalho contava com várias pessoas para realizarem o serviço, pois os omeletes variavam de tamanho e, para cada um deles, eram utilizados de 2.000 (dois mil) até 10.000 (dez mil) ovos, quilos de cebolinhas e salsinhas, dezenas de quilos de queijos e presuntos, além de dezenas de latas gigantes de milho verde e ervilhas.

E então o Mestre-Cuca tinha que acertar o ponto do sal.

Tudo era despejado em uma gigantesca e funda frigideira, onde pelo menos 10 (dez) pessoas, com grandes espátulas de madeira, ficavam mexendo para não deixar queimar nem grudar no fundo.

Desde a hora em que começavam a quebrar os ovos, o público já ia se aglomerando em torno da barraca, aguardando o momento de provar um dos símbolos da festa.

Esses omeletes eram feitos uma vez por dia, em cada dia de festa. Devido ao grande trabalho e ao tempo que era necessário, as equipes sempre começavam um dia antes para servir o omelete do dia seguinte.

Para todos que tiveram o privilégio de participar das Festas do Pêssego e do Ovo, que tiveram início nos anos 70, na área rural de Fazendinha, e depois na Família Hasselmann, no bairro Vila, quando a Faial passou a fazer parte, seguindo para o pátio da Celite até chegar ao definitivo lugar, no Parque Cachoeira, certamente conheceram e provaram o famoso Omelete Gigante.

Hoje, com certeza, junto com as saudades dos pêssegos, dos ovos, dos shows, do agito dos três dias de festa e de todas as atrações, vem também a saudade dos omeletes gigantes nos três dias de festas.

Pode ser que ainda voltem.

Texto de responsabilidade de Terezinha Poly – Administradora da página “Araucária, Uma Cidade, Uma Saudade”, do Facebook.

Edição n.º 1951

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