É impressionante o estado de sucateamento generalizado no qual a estrutura do Município de Araucária está entrando. Em quase todos os setores e departamentos podemos encontrar unidades em péssimas condições de uso ou mesmo paradas. Há alguns dias o Pronto Atendimento Infantil (PAI), que funcionava no antigo Hospital São Vicente, teve parte de suas atividades transferidas para o prédio da UPA Planalto porque um problema na rede hidráulica provocou um baita estrago. Sem solução, os problemas só vão se avolumando e ficando mais complexos com o passar do tempo.

Ontem pela manhã, por exemplo, um depósito que fica nos fundos do Cmei Fazenda Velha pegou fogo. Por muito pouco as chamas não atingiram a casa principal onde estavam as crianças e também quase passou para uma casa vizinha. Só quem estava no local pôde ver o pavor nos olhos das serventes e atendentes enquanto elas retiravam as crianças do local. Felizmente ninguém se feriu. Mas por muito pouco uma desgraça quase aconteceu.

Situações como a do Hospital São Vicente e a do Cmei Fazenda Velha só servem para corroborar com aquilo que, nós todos já sabíamos: a falta de planejamento ainda vai construir uma tragédia num órgão público municipal. Afinal, como sabemos, a palavra planejamento passou longe da idéia da Prefeitura de comprar o antigo Hospital das Irmãs. A aquisição foi feita da noite para o dia, de forma reativa a notícia de que um empresário local iria comprar o prédio e transformá-lo numa pousada. Isto, obviamente, impediu que estudos mais aprofundados para verificar as condições daquelas instalações.

Do mesmo modo, o Cmei que pegou fogo ontem funcionava numa casa locada. E assim como ele há outros tantos nesta cidade. Estruturas construídas para abrigar uma família de cinco pessoas e que de uma hora para outra é remendada para virar uma creche que abrigará cinqüenta crianças. Não é bom esquecermos que num passado não muito distante o fogo também destruiu outras duas instituições de ensino de Araucária: uma no Tupy e outra no Santa Regina. Ou seja, estamos sendo avisados constantemente de que precisamos parar com as gambiarras. Fica o apelo: vamos ouvir esses avisos. Pense nisso e boa leitura.
 

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