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Enquanto escola não é reconstruída, aulas serão ministradas nas dependências da Facear e da Escola Elizabeth Werka

As férias forçadas às quais os alunos da Escola Municipal João Sperandio e do Colégio Estadual Araucária tiveram por conta da lambança feita pela Construtora Arauconstro, durante a gestão passada, no prédio onde as aulas eram ministradas até recentemente acabam na próxima segunda-feira, dia 21.

É quando os alunos de ambas as escolas voltam às aulas. Durante esta semana a Secretaria Municipal de Educação (SMED) e a Secretaria de Estado de Educação (SEED) ajustaram os últimos detalhes da transferência. Os alunos da Escola João Sperandio, que estudam nos períodos da manhã e da tarde, terão aulas no prédio da Faculdade Educacional de Araucária (Facear). Já os discentes do Colégio Araucária, onde as aulas acontecem a noite, serão transferidos para o prédio da Escola Municipal Irmã Elizabeth Werka.

Segundo a secretária de Educação do município, Ivana Chemello Opis, a Prefeitura teve que realizar uma licitação emergencial para garantir o transporte dos alunos de suas casas até os novos locais de aula. “Na próxima semana começaremos a organizar a reposição das aulas perdidas, para que os alunos não precisem estudar nas férias”, antecipou. Do mesmo modo, a Prefeitura também terá que arcar com o aluguel das salas que serão usadas na Facear.

Nova escola
Quanto à nova escola, que será erguida para substituir aquela que pode cair a qualquer momento, o prefeito Olizandro José Ferreira (PMDB) adiantou que nos próximos dias abrirá licitação para construir outra escola, próxima da atual, localizada no Rio Abaixinho.

Entenda o caso
Desde o começo do ano, a estrutura da Escola João Sperandio começou a apresentar rachaduras, o que preocupou os profissionais, alunos e pais, já que a escola foi construída há pouco tempo, na administração passada. “Para garantir a segurança das crianças, interditamos uma parte da escola e contratamos um perito para avalias a situação”, argumentou a secretária Ivana.

Ainda segundo ela, o resultado do laudo apontou diversas irregularidades, com o pedido de interdição imediata do prédio e a Prefeitura acionou o Ministério Público. “Queremos a punição dos proprietários da empresa que construiu a escola, inclusive criminalmente, já que eles colocaram em risco a vida de muitas pessoas”, posicionou-se.

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