Armazéns da família seguem fechados
População está aflita porque comprar nos armazéns era sinônimo de economia, agora estão gastando mais comprando em outros locais

Na semana que passou foram inúmeras as reclamações que chegaram até a redação do Jornal O Popular com respeito aos armazéns da família de Araucária, que seguem fechados desde o início do ano. As três unidades existentes no município estão fechadas porque a Prefeitura de Curitiba encerrou o convênio após realizar auditoria e constatar divergências entre o estoque físico e o virtual no valor de aproximadamente R$ 427 mil.

Desde então, a Prefeitura de Araucária instaurou uma sindicância para investigar os fatos e fez um depósito judicial do montante devido. A previsão inicial era de que as unidades fossem reabertas na primeira quinzena de março, mas isso não aconteceu.

“A Prefeitura não dá atenção aos serviços que beneficiam os menos favorecidos. E pior é que continua pagando uma fortuna de aluguel de um imóvel, mas mesmo assim, o armazém que deveria funcionar no local, continua fechado”, denunciou um dos reclamantes.

Outra pessoa que fez reclamações disse que com os armazéns fechados ela se obriga a comprar em supermercados normais, comprometendo seu orçamento familiar. “A gente já ganha pouco e ainda não consegue economizar no mercado, assim fica difícil. A Prefeitura que pare de se preocupar somente com os CCs (cargos comissionados) e dê mais atenção a quem lhe dá votos”, comentou.

Sem previsão
Sobre a questão, a Prefeitura informou que o processo que investiga o possível desvio de verbas nos armazéns da família segue sob investigação na Procuradoria Geral do Município – PGM e, por isso, não há previsão de quando as unidades serão reabertas.