Na edição de O Popular que circulou em 12 de fevereiro publicamos uma matéria com a história de três bebês nascidos em 11 de fevereiro de 2026, exatamente o dia em que se comemora o aniversário de Araucária.

Um desses bebês foi a pequena Lorena, que assim que nasceu foi levada à UTI Neonatal do Hospital Municipal de Araucária (HMA). Ela, infelizmente, não resistiu as complicações havidas durante o parto e faleceu na sexta-feira, 13 de fevereiro.

Quando do nascimento de Lorena, o pai dela, Genildo, contou a nossa equipe que houve complicações durante o parto. A pequena bebê nasceu praticamente sem vida e teve que ser reanimada e, na sequência, foi levada à unidade de terapia intensiva.

Agora, o pai de Lorena acredita que pode ter existido algum tipo de falha no protocolo de atendimento prestado pelos profissionais que atuam no HMA.

Larissa, mãe da Lorena, foi internada por volta das 7h de terça-feira (10), sendo que permaneceu em indução de parto até por volta das 4h do dia seguinte (11). Foi se nesse horário que a equipe médica que a assistia entendeu que a bolsa estava para estourar.

No entanto, segundo o pai, a bebê o parto normal não se concluía, sendo que a mãe foi orientada que ficasse em diferentes posições para que facilitasse o processo, o que fez com que Larissa sofresse com dores intensas.

Às 11h daquela quarta-feira, o parto não havia sido concluído ainda, sendo que só então os médicos decidiram por uma cesárea de emergência. O pai informou que Lorena nasceu quase sem vida. “Ela não chorava e estava com batimento e respiração fraca. A bebê foi levada para a UTI Neonatal, onde veio a falecer após dois dias”, comenta.

Sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), informou que recebeu com tristeza a informação do óbito da pequena Lorena, que deseja força para a família nesse momento difícil. Informou também que solicitou formalmente à Organização Social responsável pela gestão do hospital relatório técnico detalhado sobre o atendimento realizado, incluindo análise dos registros em prontuário e dos procedimentos adotados pela equipe assistencial.

Também conforme a Secretaria de Saúde, todos os óbitos maternos e infantis que eventualmente acontecem no HMA são submetidos à apuração por comissões técnicas específicas, entre as quais está a Comissão de Revisão de Prontuários, Comissão de Óbito e Comissão de Investigação de Óbito Materno e Infantil.

A nota afirma ainda que a Secretaria de Saúde acompanhará integralmente o processo de análise e adotará as providências administrativas cabíveis, caso sejam identificadas inconformidades.