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Durante o depoimento, vice disse que fracionou compras enquanto era secretário e que esta “é uma prática corriqueira na Prefeitura”

O clima esquentou na noite de quarta-feira, dia 21, no plenário da Câmara de Vereadores. Tudo por conta do depoimento do vice-prefeito, Clodoaldo Pinto Jr. (PDT) à CPI das Escolas, que investiga problemas na construção de escolas no período de 2001 e 2004, principalmente a João Sperandio, interditada pela prefeitura no início desta ano. Como foi secretário de Obras durante boa parte da gestão passada, Clodoaldo foi intimado a prestar esclarecimentos à Comissão.

Questionado sobre o laudo técnico feito pelo engenheiro Bladimir Gonçalves Batista, que constatou que a Escola João Sperandio, no Rio Abaixinho, poderia cair; o vice-prefeito disse ter em mãos um outro laudo, assinado pelo mesmo Bladimir, com afirmações diferentes sobre a mesma obra. Perguntado sobre a origem deste laudo, o vice disse o conseguiu com na Secretaria de Obras, mas afirmou que não iria revelar o nome da pessoa que forneceu o papel.

Bate-boca
O momento mais quente do depoimento aconteceu quando o vereador Esmael questionou Clodoaldo sobre os aditivos feitos ao contrato de construção da Escola João Sperandio e sobre supostos fracionamentos de compras e licitações feitos enquanto Clodoaldo era secretário. O vice respondeu que apenas um dos cinco aditivos da obra foram feitos enquanto ele era o titular da pasta.

Disse também que o fracionamento de compras é uma prática corriqueira na prefeitura. “Quatro dos cinco aditivos foram feitos por quem me sucedeu no comando da Secretaria de Obras. Quanto aos aditivos, vereador Esmael, o senhor tem pouco conhecimento da administração pública, afinal o fracionamento de compras é praxe na prefeitura. Todos os secretários fazem”, afirmou, meio que admitindo que cometeu a ilegalidade de fracionar compras e licitações.

Esmael não gostou da resposta de Clodoaldo. Erguendo o tom de voz retrucou: “O senhor pode ter certeza que o que eu não sei sobre administração pública ainda vou aprender. Só tenho três anos de vida política e, se Deus quiser, o meu eleitorado ainda vai me dar a chance de aprender muito sobre a administração pública”.

Já com os ânimos exaltados, Esmael ainda perguntou ao vice se ele aceitaria disponibilizar sua declaração de imposto de renda e sua movimentação bancária de 2002 para cá. “No momento oportuno eu farei isso”,

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