Usuário disse que não foi atendido e precisou buscar auxílio num hospital da capital

A falta de médicos no NIS continua sendo motivo de muita dor-de-cabeça para alguns araucarienses. Na madrugada da segunda-feira, dia 16, poucos minutos após a meia-noite, o contador Luiz César do Nascimento e a esposa Tânia levaram o filho Leandro, 7 anos, para o NIS, com suspeita de intoxicação alimentar. Seria um caso de rotina não fosse a falta de pediatras no plantão daquela noite.

“Cheguei lá com meu filho passando muito mal, vomitando sem parar e desesperado que pudesse ser alguma coisa muito grave. Mas qual não foi minha surpresa ao chegar no NIS e ficar sabendo que não havia nenhum médico pediatra de plantão. Pra piorar, o clínico geral que estava de plantão no dia não quis sequer atender meu filho”, relata Luiz.

Ele conta que ficou tão desesperado que colocou o filho no carro e seguiu para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde alega que foi prontamente atendido. “Felizmente eu tenho um carro e tive condições de levar meu filho pra Curitiba, mas fico pensando naquelas pessoas que vão até o posto somente com o dinheiro da passagem do ônibus”, argumenta.

A coordenadora de atendimento ao cliente do NIS, Sebastiana de Lima, explicou que na segunda-feira realmente ocorreram problemas no atendimento, pois os dois médicos pediatras não compareceram. Segundo ela “A Dra. Daniele torceu o pé, mas avisou que faltaria minutos antes do seu plantão.

Já o Dr. Euzébio foi contatado pela coordenação, no entanto, comunicou que não faria o plantão sozinho, e não apareceu”. Sebastiana salientou que com a falta dos dois pediatras, naquela noite haviam apenas dois clínicos gerais no plantão. “Não acredito que tenham se negado a atender o Leandro, mas o movimento estava intenso e eles devem ter priorizado os casos mais graves”, completou.

Sem previsão
O diretor geral da Secretaria Municipal de Saúde, Wilson Roberto Mendes Ramos, disse que esteve pessoalmente no NIS na madrugada de domingo para segunda-feira e das fichas que analisou o máximo de tempo de espera dos pacientes foi de 30 minutos. “Acho impossível o menino não ter sido atendido, pois apesar da fila, os atendentes foram rápidos”, pontuou.

Wilson explicou que o problema da falta de médicos ainda vai perdurar por mais umas semanas, isto porque, a Prefeitura vai abrir uma licitação para a hora/plantão. “Esta foi a única solução que encontramos, contratar médicos fora do concurso, mas como o processo é demorado, o problema poderá persistir por mais alguns dias.

Já fizemos reuniões com os médicos dos postos para oferecer vagas de plantonistas, mas muitos não estão interessados. O problema é que com a implantação do PCCV as horas-extras foram limitadas e isso trouxe reflexos negativos. E os que foram aprovados no concurso e chamados pela Saúde compareceram apenas para pedir uma prorrogação de prazo”, disse.

A população deve ter paciência e colaborar com a Saúde, evitando procurar o NIS nos casos mais simples, pois as consultas nos demais postos de saúde estão sendo marcadas no máximo em 10 dias.

VEJA TAMBÉM

Compartilhe