Micro e pequenas empresas de Araucária, Curitiba e Colombo, que estão interessadas em se tornar fornecedoras de segunda geração da Petrobras na execução de obras nas unidades da estatal localizadas no Paraná, entre elas a Repar, têm à disposição pelo menos 84 tipos de oportunidades de negócios. O mapa dos novos negócios foi divulgado na terça-feira, dia 10, durante evento programado pelo Sebrae no Paraná e Petrobras, em Curitiba.

Na ocasião, os empresários participantes apresentaram o crescimento e o desempenho dos seus empreendimentos, como parte do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás, que abre espaço para que micro e pequenas empresas tornen-se fornecedoras do setor.

Segundo o consultor do Sebrae no Paraná, Pedro Cesar Rychuv Santos, esta foi a última etapa do processo de preparação das empresas para fazer parte da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás. “Foi um encontro comercial e uma auto-apresentação das empresas, que serviu como troca de experiências e uma excelente oportunidade para que elas possam gerar negócios entre si”, explicou. O próximo passo será a confecção de um folder entre as empresas e a participação delas num congresso da Associação Brasileira de Manutenção – Abraman, que acontece em setembro, em Florianópolis (SC).

O grande filão
O Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás, realizado no Paraná durante o primeiro semestre de 2007, mostra que os melhores negócios para as micro e pequenas empresas não estão nas atividades de transformação do petróleo e seus derivados, mas no fornecimento de produtos e serviços necessários para que os grandes agentes (fornecedoras de primeira geração) executem as obras.

“Na verdade, se considerarmos que as oportunidades se repetem entre os agentes da cadeia, ou seja, que elas existem em mais de uma unidade, esse número é ainda maior”, ressaltou o consultor do Sebrae. Ele diz que, para serem fornecedoras da cadeia de petróleo e gás, as micro e pequenas empresas precisam estar bem preparadas. Razão pela qual, Sebrae e Petrobras estão orientando as empresas interessadas.

“O processo de qualificação profissional para atender aos requisitos exigidos pela cadeia vai preparar as empresas não somente para serem fornecedoras desse setor, mas sim para terem mais sucesso no mercado, pois vão tornar-se mais competitivas e aptas a crescerem e se desenvolverem”, avalia o consultor do Sebrae. Segundo ele, as micro e pequenas empresas terão as orientações do Sebrae, num programa de competitividade que abrange gerenciamento, marketing e finanças, dentre outros.

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