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A primeira semana de aula nas escolas da rede municipal de ensino de Araucária foi marcada por inúmeros transtornos provocados pela falta de carteiras e pela transferência de alunos na véspera do retorno.
Na Escola Rural Municipal Presidente Castelo Branco, que fica na localidade de Capinzal, os pais dos alunos do 5º ano estão revoltados por conta da transferência dos seus filhos para outra escola, sem aviso prévio. “Eles alegam que não tem sala para atender à turma do 5º ano, mas sequer nos comunicaram sobre a transferência. Já compramos uniformes, materiais, e agora eles vêm nos avisar sobre a mudança. Isso é um absurdo”, denunciou um dos pais.
Outro pai de aluno disse que a secretária municipal de Educação Maria José Basso Dietrich convocou uma reunião com os pais no dia 4 (sexta-feira), para avisar sobre a transferência, sabendo que as aulas deveriam retornar no dia 7 (segunda-feira). “Antes de convocar a reunião a SMED já tinha enviado as cartas de transferência dos nossos filhos para a escola de Lagoa Grande, sem sequer nos consultar. Isso é palhaçada”, reclamou.
Providências
Na manhã de ontem, dia 14, uma comissão de pais, acompanhada pela diretora da escola Marise Terezinha Ruvinski Pawlovicz, pela presidente da APPF Daniela Vaz Torres, pelo presidente do Conselho de Educação local David de Jesus e pelo vereador da região Francisco Carlos Cabrini, se reuniu com o vice-prefeito Isac Fialla e o secretário de governo João Lincoln Ferreira Gomes para discutir o problema.
Na reunião, que aconteceu na Prefeitura, os pais apresentaram um abaixo-assinado com cerca de 300 assinaturas da comunidade de Capinzal, pedindo que os alunos permaneçam na Escola Castelo Branco e que seja cumprida a promessa feita pela administração para a construção de uma sala de aula na instituição. “Enquanto a situação não for resolvida, nossos filhos não irão para a escola”, disse um dos pais.
Segundo os pais, a Prefeitura se comprometeu em apresentar uma solução o mais breve possível.
No chão
Na Escola Municipal Papa Paulo VI, no Jardim Dalla Torre, a situação também não está nada fácil. Desde o primeiro dia de aula – 7 de fevereiro – os 41 alunos da 7ª série da manhã e 20 do 1º ano da tarde estão sendo obrigados a colocar os cadernos no colo para poder escrever. Isso porque na sala não existem carteiras.
A diretora da escola, Márcia Cristine Wzorek da Silva, disse que entrou em contato com a SMED e foi orientada a aguardar até a próxima semana para ver se o problema é resolvido. “Já enviei ofícios em 2009, em 2010 e agora em 2011, solicitando mais carteiras para a escola, e até agora nada. A Prefeitura alega que o problema está na licitação para a compra destes equipamentos. Os pais estão me cobrando uma solução e já não sei mais o que dizer”, lamentou a diretora.
Outra instituição que também está sem carteiras é a Escola Municipal Juscelino Kubistchek, no Jardim Pequim. O problema desta escola foi denunciado em reportagem transmitida pelo Paraná TV na quinta-feira, dia 10. Um dos alunos entrevistados comentou que tem duas opções: ou escreve com o caderno no colo ou senta no chão e utiliza a cadeira como carteira. Na ocasião, a SMED informou que o problema seria resolvido até a quinta-feira, dia 17.
Sem tempo
No final da tarde de ontem, dia 14, a reportagem do Jornal O Popular entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura para obter mais informações sobre os problemas que estão ocorrendo nas escolas da cidade.
No entanto, a assessoria informou que não teve tempo hábil para levantar todas as informações e se comprometeu em repassá-las hoje, dia 15. Na edição de sexta-feira, dia 18, publicaremos estas informações.
Maurenn Bernardo (M.B) 

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