Fé e emoção marcam a Ordenação Presbiteral do Padre José Luiz Lazaroto Neto
Na manhã de sábado, 16 de maio, os fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Dores, viveram um momento de fé, emoção e devoção durante a Ordenação Presbiteral de José Luiz Lazaroto Neto, que agora passa a atuar oficialmente como Padre José Luiz.
A Santa Missa de Ordenação foi presidida por Dom Celso Antônio Marchiori, bispo da Diocese de São José dos Pinhais.
A celebração foi acompanhada por familiares, amigos, religiosos e fiéis, marcando um momento especial para a Diocese de São José dos Pinhais e também para a comunidade católica da Lapa, onde o Padre José Luiz continuará atuando como vigário na Paróquia Santo Antônio.
José Luiz Lazaroto Neto, 30 anos, nasceu em Araucária, onde participou da comunidade Nossa Senhora Aparecida, no bairro Barigui, e também da Paróquia Nossa Senhora das Dores. Filho de Patrícia Lazaroto e enteado de Cláudio Luiz Schwass, ele tem dois irmãos, Bruno e Claudinho. Até os 8 anos de idade viveu com sua tia-avó, Marli, que ajudou muito na sua criação, já que sua mãe o teve ainda muito jovem.
“Minha avó Sônia também esteve sempre muito presente nesse cuidado. Infelizmente, minha tia-avó faleceu em 2003, e depois disso passei a morar com meus avós, sempre aqui no Barigui, no mesmo terreno onde toda a família vivia. Mais tarde, minha mãe foi morar em Contenda com meu padrasto, meus irmãos e também os outros dois filhos dele. Sempre fomos uma família grande e muito unida. Meu avô, José Luiz Lazaroto, foi para mim uma verdadeira figura paterna. Tenho muito orgulho de carregar o nome dele, pois embora fosse meu avô, foi ele quem exerceu o papel de pai em minha vida”, relata o Padre José Luiz.
Um dos momentos difíceis da sua infância foi a perda da sua tia-avó. A transição dos 8 aos 10 anos, vivendo essa mudança e adaptação na família, foi um período marcante para o Padre. Apesar disso, ele lembra que a caminhada de fé sempre esteve presente de alguma forma. “Lembro do meu avô e da minha avó participando das missas, muitas vezes em outras comunidades onde já haviam morado antes de virem para Araucária. Essas são algumas das minhas primeiras lembranças de Igreja”, relembra.
A infância e início da adolescência do Padre José Luiz não foram tão intensas na vida da Igreja. Ele participava de algumas missas ocasionalmente e começou a catequese aos 8 anos, mas, devido ao momento difícil que estava vivendo, acabou interrompendo. Retornou aos 14 anos, quando fez a catequese de adultos. Foram cerca de três anos de caminhada: um ano e meio para a Primeira Comunhão e mais um ano e meio para a Crisma.
“Foi a partir desse período que comecei realmente a participar da Igreja. Entrei no grupo de jovens, fui catequista, ajudei no canto das missas e assumi diversas funções na comunidade, inclusive como ministro auxiliar. Minha infância foi muito marcada pelas brincadeiras de piá, como o futebol, videogame e pelas idas aos jogos do Athletico. No entanto, após a Crisma, especialmente entre os 16 e 17 anos, minha vida começou a se voltar intensamente para a Igreja. Passei a dedicar meus finais de semana às pastorais, festas e atividades da comunidade”, relata.
Nesse tempo, José Luiz seguiu os estudos. Em 2014 cursou a faculdade de Engenharia Mecânica por 3 anos e até iniciou 2017, mas acabou trancando o curso, pois já pensava na possibilidade de entrar para o seminário. Esse questionamento surgiu em 2015, quando passou a refletir sobre o que realmente queria para a sua vida.
“Gostava muito da engenharia, mas sentia que faltava algo. Alguns amigos participavam de encontros vocacionais e seguiam por esse caminho, e isso me fez questionar se este também não seria o meu caminho. Foi um período de muita busca interior. A resposta começou a surgir em 2016, durante um retiro que me marcou profundamente e abriu um novo horizonte em minha vida. A partir dali cresceu o desejo de ingressar no seminário, embora ainda existissem dúvidas. Em 2017 participei dos encontros vocacionais da Diocese, e esse chamado foi amadurecendo cada vez mais. Então, em 2018, entrei para o seminário. Passei pela etapa propedêutica, que é o primeiro ano de experiência e discernimento, depois iniciei os estudos de Filosofia e, posteriormente, Teologia. Foram oito anos de formação, nos quais pude desenvolver as dimensões humana, afetiva, intelectual, espiritual e pastoral”, conta.

Neste ano, José Luiz viveu seus primeiros cinco meses como diácono na cidade da Lapa. Foi ordenado diácono no Santuário Nossa Senhora dos Remédios e, logo depois, encaminhado pelo bispo para trabalhar na Lapa. “Foi um tempo muito importante de aprendizado e amadurecimento no serviço à Igreja. Chegar agora à ordenação sacerdotal é viver um misto de alegria e ansiedade. Foram oito anos e cinco meses de caminhada, marcados por experiências muito bonitas, mas também difíceis. Em 2018, no mesmo ano em que entrei para o seminário, meu avô — aquele que sempre foi meu pai — faleceu. Foi um momento muito delicado, mas segui firme na caminhada. Durante a formação houve momentos em que pensei em desistir, mas sempre percebia que esse era o caminho que me fazia feliz. Eu sabia que poderia seguir muitas outras profissões e caminhos na vida, mas era aqui que encontrava sentido e realização. Hoje chego a esse momento com muita felicidade e gratidão. Sinto-me preparado, embora consciente de que sempre haverá muito a aprender e amadurecer. Vejo a ordenação como o início de uma nova caminhada. Espero poder servir com dedicação, ajudar nossa Diocese e fazendo assim a vontade do bispo, onde quer que eu seja enviado, podendo ajudá-lo em seu pastoreio. Tudo indica que permanecerei trabalhando na Lapa, desejo continuar servindo com zelo e carinho”, declara.
Edição n.º 1516.
