Para a administração pública municipal, o ano de 2013 já se foi. E deve ter ido sem deixar muitas saudades. Afinal, foram doze meses de muita lamuriação por conta da tão falada crise financeira que afetou os cofres da Prefeitura e aqueles que não são movidos por paixões políticas bem devem saber que as dificuldades de fato existiram. Isto, obviamente, não justifica muitos dos equívocos que foram cometidos por aqueles que estão no poder. Muitos deles, diga-se de passagem, utilizaram a crise como muleta para justificar a própria incompetência administrativa, algo que não poderá se repetir em 2014.

O ano que nasce na semana que vem foi pintado por nossos gestores como um novo tempo. Só espero que eles não tenham se esquecido que o primeiro dia de 2014 fica bem pertinho do último de 2013. Estou ansioso para saber como o Executivo lidará com as expectativas criadas junto à população. Afinal, ninguém mais poderá colocar a culpa daquilo que não acontecer na malfadada crise financeira e muito menos naquela história de que era o primeiro ano de governo, pois houve o tempo necessário para se adequar a tudo isso.

A administração Olizandro deixou muito a desejar em 2013, principalmente internamente. A casa não estava arrumada. Licitações importantes, como a da coleta do lixo, dos plantões médicos dos 24 horas, do plano de saneamento municipal e outras deixaram de ser realizadas, o que alimentou uma indústria de contratos emergenciais. Também empurramos com a barriga questões que já deveriam ter sido resolvidas quando os problemas financeiros do Município afloraram lá em março de 2013, como por exemplo a definição do que será feito com os armazéns da família, a necessidade de se fechar definitivamente um 24 horas, a revisão da política de pessoal da Prefeitura, um corte expressivo no número de comissionados, a otimização da estrutura administrativa, com corte e junção de pastas, a devolução de imóveis locados, entre outras várias medidas.

É óbvio que coisas boas também aconteceram. Como, por exemplo, o fato de o Governo do Estado voltar a investir pesadamente na infra-estrutura do Município, coisa que não era vista desde a administração anterior de Olizandro. Há que se dizer ainda que as dificuldades financeiras expuseram calhordices praticadas internamente na Prefeitura, como o pagamento a funcionários por horas-extras não realizadas e o corte de funções gratificadas e porcentagens salariais pela participação em comissões desnecessárias. Safadezas que em tempos de vacas gordas nunca viriam à tona. Enfim, o ano não foi de todo perdido.

Fica à torcida para que 2014 seja, no mínimo, menos pior do que 2013. Para isso, no entanto, mais importante do que o aumento da receita, será necessário atitude daquele que está no comando desta cidade. Um bom Natal e um Ano Novo produtivo a todos nós.

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