Como são complexas essas questões que envolvem o poder público. O Estado virou um monstro que mal consegue se sustentar com o dinheiro que ele tira da pobre coitada da população a título de impostos. Esses impostos que, se fossem bem aplicados, bem poderiam se chamar de “espontâneos”, foram criados para serem aplicados no benefício e conforto dessa população e uma parte dele seria para custear o governo que o administrava. Mas, com o tempo o custo para manter esses governos funcionando ficou tão alto que o objetivo fim de sua existência, atender a comunidade, já não pode ser executado.

Uma grande prova disso é nossa segurança pública. Nesta edição publicamos uma entrevista com o juiz Ricardo Henrique Ferreira Jentzsch, responsável por nossa vara Criminal. O relato dele é, ao mesmo tempo animador e triste. A parte boa é que o magistrado é bastante empenhado. Ele tem noção clara dos problemas e decidiu enfrentá-los. Ele os identificou e trabalhou duro para resolvê-los. Teimoso, insistente e disciplinado, ele não deu folga aos setores responsáveis por dar estrutura, por remover presos que não deveriam estar ali e teve muito sucesso. Já a parte triste da história é que o Governo do Estado, entidade responsável para dar todo esse suporte, parece ser incapaz de dar soluções às demandas, parece gastar mais tempo tentando evitar os pedidos do que os atendendo.

Não podemos esquecer também do papel da sociedade civil nessa história toda. Sim, estamos falando daquela parcela que, embora já pague seus impostos, ainda tem que se envolver em algumas medidas para ajudar a diminuir o problema. Como fazer isso? Ora, cobrando sempre. Pense nisso e boa leitura.
 

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