Quando se coloca um sapo numa panela de água fria em cima de fogo aceso, o sapo fica na água e vai acostumando-se com aumento da temperatura… E morre cozido! Agora, se o sapo for jogado num pote com água já em fervura, ele salta para fora no mesmo instante. O exemplo pode até parecer infantil, mas ilustra muito bem o que a sociedade de uma maneira geral faz diariamente.

Em Araucária, parece que – cada vez mais – as pessoas estão tão acostumadas com os pequenos crimes que não tem ao longo do tempo reagido de maneira vigorosa após as notícias de assaltos ou mesmo homicídios. A exceção é quando se é a vítima. Aí sim, grita-se, na maioria das vezes, sozinha, aos quatro ventos sua indignação e sua dor.

Os crimes estão cada vez mais violentos e os bandidos, cada vez mais ousados. Não se sabe se é o sentimento de impunidade, de que o bandido pode conseguir escapar sem ser preso ou, se for, conseguirá se livrar da cana rapidamente, mas vemos uma escalada vertiginosa dos índices de violência nesta cidade, que outrora fora tão pacata. Nesta edição, por exemplo, infelizmente, estamos noticiando a morte de mais uma pessoa. Um empresário que, após um dia de trabalho recebeu a “visita” de um bando de assaltantes e, mesmo sem reagir, foi cruelmente morto na frente dos empregados.

A água já está fervendo há muito tempo e não percebemos. Estamos sendo mortos. Ainda há tempo e nossa cidade, mesmo com o crescimento da violência, ainda apresenta índices de criminalidade abaixo do que muitos dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Já passou da hora de reagirmos e buscarmos uma maneira de lutar e vencer essa guerra que travamos todos os dias contra a violência. Pense nisso e boa leitura.
 

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