No final do mês passado o juiz da vara criminal de Araucária, Ricardo Henrique Jentzsch, sentenciou o processo que analisava o caso de um senhor de 80 anos morto a pauladas por dois homens. A condenação em si não tem nada de mais, embora tenha sido duríssima, 23 anos de prisão para um e 21 anos para outro. O que é digno de nota é o tempo que levou para sair a decisão: pouco mais de dois anos após o crime.

O caso não foi a júri popular por ter sido considerado um latrocínio, roubo seguido de morte. Isto, porém, não facilitou em nada a vida dos culpados. Há que se dizer que a sentença exarada pelo juiz é das mais justas com todos aqueles envolvidos de alguma forma neste episódio, pois nem a sociedade, nem a família da vítima, nem os próprios autores tiveram que esperar muito para ver o crime julgado. Sempre é preciso ressaltar que Justiça demorada acaba sendo injusta e ineficiente em sua missão de punir culpados e coibir novos crimes.

Mas sabemos que essa velocidade não é regra. E que também é decisão de primeira instância. Daqui pra frente o que vai determinar se os acusados vão ter mesmo essa pena, se ela vai ser reduzida ou até mesmo se eles vão poder, em algum momento responder em liberdade vai ser o quanto eles vão poder pagar, se vão poder contratar bons e renomados advogados ou não. Temos casos de crimes similares, pelo Brasil afora, onde os acusados admitiram com todas as letras que mataram, mas, por terem bons e carésimos advogados, conseguiram ter sentença quase 15 anos depois do crime, isso quando não conseguiram absolvição. Por conta da quantidade de recursos possíveis, em alguns casos é mais provável que o réu morra atropelado ou de alguma doença antes de uma sentença.

Coisa que não deve ser o caso dos criminosos de Araucária, pois, a considerar os R$ 5 mil que teriam motivaram o crime, é muito provável que eles passem um bom tempo atrás das grades. Pense nisso e boa leitura.
 

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