Não sei em que mundo vivem alguns dos homens públicos araucarienses. E não estou falando somente daqueles quatorze atualmente ocupando cargos eletivos dados pelos araucarienses (onze vereadores, um prefeito, um vice e uma deputada federal). Estou falando também de secretários municipais, cujo poder é – em muitos casos – bem maior do que aqueles que integram o nosso parlamento local e, ainda, de cargos efetivo e em comissão com certo poder decisório na estrutura pública de Araucária.

Digo isso porque ao longo do mês de dezembro ouvi relatos estarrecedores de como andam agindo algumas dessas pessoas. E dado o número de casos e a quantidade de pessoas a comentá-los é impossível acreditar que eles sejam simplesmente fruto de mentes férteis.

Seria, obviamente, inocência minha crer que dentro de uma estrutura político-administrativa como a que resulta do processo eleitoral brasileiro não houvessem acordos entre os financiadores de campanhas e os governantes que esses recursos ajudaram a eleger. Disse isso, inclusive, a um importante político local recentemente. Alertei-o, no entanto, que até esses acordos precisam de um freio moral. Do contrário, as parcerias degringolam de tal maneira que os resultados são os grandes escândalos de corrupção que temos visto Brasil afora.

Penso que a responsabilidade por acionar o freio moral que separa a linha tênue que há entre o acordo e o achaque é do líder e quando este não tem tal discernimento para fazê-lo, ele se torna, no mínimo, cúmplice, ou – quem sabe – mais um beneficiário do esquema.

Depois de um ano conturbado como o de 2013, não seria correto com a sociedade gastar tempo e energia tendo que explicar desvios de conduta de assessores, sejam eles próximos ou nem tanto. O ano que nasce pede trabalho e dedicação em prol da cidade e uma boa maneira de demonstrar que o intento é esse mesmo é extirpar da estrutura aqueles que até agora parecem mais preocupados com interesses nada republicanos.

Bom ano a todos nós! Comentários são bem vindos. Até semana que vem!

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